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domingo, 5 de outubro de 2014

BOCA DE URNA É CONSIDERADA CRIME ELEITORAL

Prática ainda presente nas eleições, a propaganda de boca de urna é considerada crime pela legislação eleitoral. Na boca de urna, candidatos e partidos tentam ganhar nos últimos minutos o voto do eleitor com ações como a distribuição de panfletos e o convencimento de pessoas próximo aos locais de votação. Na avaliação do cientista político da Universidade de Brasília, Wellington Almeida, a prática pode ter influência na decisão de alguns eleitores, mas com peso menor para os cargos majoritários que são presidente, governador e senador.

“Acho que [isso]  influencia, especialmente na [eleição] proporcional. As pessoas às vezes têm simpatia por um partido, uma corrente, mas não têm o número de um candidato com mais visibilidade e tem alguém ali fazendo divulgação. No meu modo de ver, não muda muito principalmente na eleição majoritária em que os candidatos são mais conhecidos, tem mais exposição na televisão”, avalia Wellington Almeida. O sistema de eleição proporcional serve para a escolha de cargos de deputado federal, estadual, distrital (DF) e vereador.

De acordo com a Lei das Eleições (nº 9.504/97), o recrutamento de eleitores ou a propaganda de boca de urna pode resultar em seis meses a um ano de detenção, com alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa que pode variar de R$ 5.320,50 a R$ 15.961,50.

Mesmo com as penalidades previstas, eleitores relatam ver cabos eleitorais em busca de votos próximo às zonas eleitorais. A dona de casa Ana Elcaney, 36 anos, diz que já viu distribuição de panfletos próximo a locais de votação, no Distrito Federal, e acredita que a abordagem pode ter influência no voto daqueles que não estejam bem informados sobre as propostas dos candidatos. “Acho que as pessoas mais desinformadas podem ser influenciadas por quem está ali falando, entregando papel, as pessoas mais informadas não; já têm seu candidato, já sabem em quem votar”, diz.

A estudante Laena Martins, de 21 anos, classifica de falta de ética a tentativa de mudar ou conquistar o voto do eleitor por meio de uma prática proibida por lei. “O político que deixa ser feito boca de urna em seu favor não tem boas intenções. Ele tinha que mostrar as propostas dele e conquistar o voto antes. Não apoio [isso]. Acho uma falta de ética.”

A fiscalização para os crimes eleitorais não é tarefa fácil, na avaliação do cientista político  Wellington Almeida. “É difícil coibir porque tem a boca de urna ostensiva, já alguns candidatos, na noite anterior, espalham panfletos perto do local de votação.”

Há estados que buscam ações para reforçar a fiscalização contra os crimes eleitorais. Em Porto Alegre, neste pleito, o governo vai usar câmeras de monitoramento do Centro Integrado de Comando e Controle da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul. Servidores da Justiça Eleitoral junto com a Brigada Militar acompanharão pelos monitores as movimentações do dia.

De acordo com a Lei das Eleições é permitido ao eleitor manifestar sua preferência, individual e silenciosa, por candidato, partido político e coligação, por meio de bandeiras, broches e adesivos no momento em que for votar.



(ABr)

sábado, 4 de outubro de 2014

Acidente fatal no Km 14 da Santarém Cuiabá..



Mais um acidente com vitima fatal foi registrado por nossas lentes, desta vez o sinistro aconteceu na tarde de Sábado (04) aproximadamente as 13 : 30 horas as vésperas das eleições do ano de 2014.
Nossa equipe de reportagem esteve no local do fato e presenciou um carro tipo D20 de carroceria de madeira que atingiu um ônibus que fazia linha para a cidade de Mojuí dos Campos. Segundo informações de populares o buzão tinha acabado de parar para que alguns passageiros pudessem desembarcar na comunidade de Cipoal quando uma batida forte foi sentida por passageiros no ônibus.
depois do susto que olharam para trás a D20 já estava na parte traseira do ônibus para a lateral com o lado do passageiro. Segundo informações duas pessoas estavam no veiculo que teria provocado o acidente o pai de pré nome Francisco morador do município de Mojuí dos Campos conhecido pelo apelido de "chico Capoeira" que estava na parte direita do carro ele ficou empresado nas ferragens do veiculo morreu na hora da batida. 

O filho da vitima que estava dirigindo o carro de nome ainda não identificado por nossa equipe de reportagem foi levado em estado grave para o PSM. Nossa reportagem conversou com o condutor do ônibus que nos falou que seguia na BR sentido Belterra e parou em frente a igreja para que passageiros desembarcassem foi quando segundo ele estava olhando as pessoas descerem do ônibus que ele escutou o baque na traseira do veiculo que ele conduzia.

Segundo relatos do motorista depois da batida ele olhou pelo retrovisor e já viu a D20 na traseira do ônibus. Interrogado por nossa reportagem para o fato de que realmente teria acontecido para que o condutor do outro veiculo batesse no ônibus ele respondeu que provavelmente o motorista teria dormido no volante ou teria acontecido um problema mecânico na roda dianteira do carro.

Muita gente no local do acidente, viatura do SAMU e do corpo de Bombeiros estavam no local para retirarem o corpo da vitima do meio das ferragens. O IML foi acionado para fazer a remoção do corpo.

Fonte : ELIAS JUNIOR NOTÍCIAS


Ibope aponta Helder como governador do Pará

Na reta final das Eleições 2014, o Ibope confirma o favoritismo do candidato Helder Barbalho, da coligação “Todos pelo Pará”. Segundo a pesquisa o candidato do PMDB está com 48% das intenções de votos para o governo do Pará. Em segundo lugar aparece Simão Jatene (PSDB) com 46%.
Em terceiro lugar estão Zé Carlos (PV) e Marco Carrera (PSOL) com 2% dos votos. Seguido por Elton Braga (PRTB) – 1% e Marco Antonio (PCB) – 1%. O candidato do PCB teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral. A margem de erro é de três pontos, para mais ou para menos.
(Foto: Arte/DOL)
A pesquisa do Ibope foi encomendada pela TV Liberal e realizada entre os dias 1º e 3 de outubro. Ao todo 812 eleitores foram ouvidos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com número PA-00043/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo BR-01012/2014.
A pesquisa simulou ainda a intenção de votos para o segundo turno, onde aponta o candidato Helder Barbalho como governador do Estado com 43% dos votos. O candidato tucano teria 40%. Já os nulos e brancos seriam 4% e que não sabem ou não responderam 12%.
(Foto: Arte/DOL)
Presidência
Para Presidente da República, a pesquisa aponta Dilma (PT) com 50% das intenções de voto. Seguida por Marina Silva (PSB)  com 23% e Aécio Neves (PSDB) - 14%. Luciana Genro (PSOL) e o Pastor Everaldo (PSC) estão com 1%. Já outros e branco/nulo são 2%. Os que não sabem ou não respondeu ocupam 7%.
(DOL)

CNBB já recebeu mais de 400 denúncias de crimes eleitorais

lrmã Henriqueta diz que cidadão quer eleição limpaO recrutamento de voluntários do Disque Denúncia vai até hoje e já registrou, até ontem, mais de 400 denúncias de todo Pará.

O recrutamento de voluntários do Disque Denúncia vai até hoje e já registrou, até ontem, mais de 400 denúncias de todo Pará. O prédio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil em Belém (CNBB) conta com 20 voluntários atendendo as denúncias e encaminhando-as ao Ministério Público Federal (MPF). Para as eleições de amanhã o trabalho será incessante na sede da CNBB, com plantão de atendimento 24 horas. 
A secretária Executiva da Comissão Justiça e Paz, da CNBB, irmã Henriqueta Cavalcante acredita que a participação do voluntariado para o exercício de uma eleição o mais limpa possível. “É gratificante ver a participação dos cidadãos querendo ser voluntárias, mas no momento, infelizmente, nós não estamos mais precisando de tantas pessoas porque já temos um bom número de voluntários atuando neste serviço, que exige seriedade, responsabilidade e transparência, afinal eles têm que atender as denúncias, averiguá-las para saber se elas são legítimas, e só depois  encaminhar o relato para o MPF. Todo trabalho realizado pelos voluntários é coordenado para que as denúncias fundamentadas com provas”, explica Henriqueta. Uma denúncia feita só será aprovada se houver indícios concretos de que um crime eleitoral foi cometido. Sem gravações, sem imagens ou sem vídeos que deixem bem claro que o crime está sendo cometido e quem está envolvido nele, não tem como a denúncia ser levada ao MPF, e de lá, ser encaminhada para as promotorias eleitorais de cada comarca.
FICHA LIMPA
Ao final da eleição, todos os voluntários receberão um certificado de participação no Disque Denúncia. “Esse certificado é muito importante para o voluntário, porque conta pontos importantes no seu currículo, e - mais importante - com essa atividade ele toma conhecimento de leis importantes para a democracia, como a Lei 9.840, a Lei da Ficha Limpa. Muitas vezes o cidadão não tem contato com essas leis. A academia de direito não ensina sobre elas, o conhecimento fica retido”, aponta a Secretária Executiva da Comissão Justiça e Paz, da CNBB. O Disque Denúncia tem recebido ligações de pessoas de outros estados, querendo se informar sobre o trabalho realizado com os voluntários e como instalar o mesmo serviço em seus estados. O objetivo da CNBB é a coleta de assinaturas para ser transformada em lei a reforma política democrática e as eleições limpas.
Para tirar dúvidas, também funcionando o Disque-Eleitor pelo número 0800-0919101, das 8 às 18 horas hoje. Amanhã, das 7 às 18 horas.
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TSE APROVA CANDIDATURA DE PAULO ROCHA POR UNANIMIDADE


O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deu provimento, na noite de hoje (2), ao recurso apresentado por Paulo Rocha (PT – foto) para deferir seu registro de candidatura para concorrer ao Senado pelo Pará nas eleições deste domingo (5).


Os ministros consideraram, por unanimidade, que Paulo Rocha não está inelegível pela Lei da Ficha Limpa.


Paulo Rocha teve representação arquivada na Câmara dos Deputados por suposta prática de quebra de decoro parlamentar. Essa representação teria se baseado inclusive nos mesmos argumentos propostos em outra representação anterior contra o político.


Ele renunciou ao mandato de deputado federal em 2005, mas foi reeleito para o cargo em 2006, enfrentando a segunda representação na Câmara, que terminou sendo arquivada por falta de tipicidade da denúncia.


O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) negou, em julho deste ano, o registro de candidatura de Paulo Rocha por julgá-lo inelegível com base na alínea “k” do inciso I do artigo 1º da Lei Complementar nº 64/90, incluída pela Lei da Ficha Limpa.


O pedido de registro foi impugnado pelo Ministério Público Eleitoral.


Pela alínea “k”, são inelegíveis, para as eleições que ocorrerem durante o período remanescente do mandato para o qual foram eleitos e nos oito anos seguintes ao fim da legislatura, o presidente da República, o governador de estado e do Distrito Federal, o prefeito, os membros do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa, das Câmaras Municipais, que renunciarem a seus mandatos desde o oferecimento de representação ou petição capaz de autorizar a abertura de processo por infringência a dispositivo da Constituição Federal, da Constituição Estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da Lei Orgânica do Município.


Ao apresentar voto-vista na sessão desta noite, o ministro Luiz Fux afirmou que Paulo Rocha está apto a disputar as eleições deste ano, porque não se encontra inelegível pelo dispositivo da Lei da Ficha Limpa.


“No caso, a instauração de representação por quebra de decoro parlamentar, lastreada nos mesmos fundamentos de representação anterior, em vista da qual o candidato havia renunciado no primeiro mandato, desta vez apreciada e arquivada pela Casa Legislativa, constitui circunstância alteradora do quadro fático e jurídico do recorrente [Paulo Rocha] apto a afastar a incidência da inelegibilidade da alínea k”, afirmou o ministro.


Fonte: TSE

Por: José Parente de sousa

SOCIEDADE CIVIL E MERCADO VÃO TIRAR CAR DO PAPEL


Desde maio, quando o governo lançou o Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SICAR), 458 mil propriedades rurais ou posses fizeram o seu cadastro ambiental, indicando em mapas georreferenciados (as propriedades podem ser vistas em imagens de satélite) suas áreas de produção, de proteção e suas Reservas Legais (vegetação nativa protegida).

Na semana passada, o Mato Grosso, que já tinha um sistema próprio de Cadastramento Ambiental Rural, aderiu ao SICAR e iniciou a migração dos 43 mil cadastros que já existem e foram realizados no Sistema Integrado de Monitoramento e Licenciamento Ambiental (Sinlam), o CAR estadual. Outros estados com sistemas de CAR próprios devem seguir o exemplo e migrar suas bases de dados para o SICAR, que permitirá a gestão dos Programas estaduais de Regularização Ambiental dentro do sistema. O INCRA também iniciou o cadastramento dos primeiros 758 assentamentos de Reforma Agrária, de um total de mais de nove mil.

O diretor de Fomento e Inclusão Florestal do Serviço Florestal Brasileiro, Raimundo Deusdará Filho, explica que o mais difícil, até agora, foi criar o módulo de validação do CAR: “Foi muito mais complexo do que a gente imaginava”. Desde o ano passado, a sua equipe já treinou mais de oito mil técnicos e lançou um curso à distância sobre o CAR, que pretende capacitar outros 31 mil multiplicadores.

Em entrevista ao Observatório do Código Florestal, Deusdará Filho explica como a ferramenta foi desenvolvida e afirma que não dá mais para “jogar o CAR prá debaixo do tapete”. Para ele, a pressão da sociedade civil e os mecanismos de mercado é que vão tirar o CAR do papel e trazê-lo para a vida real.

Observatório do Código Florestal (OCF) – Como está o desenvolvimento do SiCAR?

Raimundo Deusdará Filho – Desenvolvemos o sistema em módulos, de acordo com a necessidade. Criamos o módulo de inscrição, de gestão do sistema,de auditagem e de análise das informações declaradas. Fizemos primeiro o módulo de inscrição, depois o de validação, as Cotas de Reserva Ambiental, o módulo do Programa de Regularização Ambiental… Fomos seguindo uma linha do tempo.(O módulo de inscrição foi lançado em 05 de maio, quando as inscrições do CAR foram iniciadas. Seguimos uma linha do tempo.

OCF – Mas o PRA não será feito pelos estados?

Deusdará – Entendemos que o PRA é responsabilidade dos estados, mas damos a possibilidade deles fazerem dentro do SICAR, se precisarem. Os estados nos dizem que o CAR está sendo um exemplo de relação federativa. Normalmente o que acontece é que o governo federal descentraliza a obrigação e deixa os estados sem assistência. Sabemos que os Programas de Regularização Ambiental são de competência estadual, mas estamos levando as ferramentas para os estados que tenham interesse.

OCF – Todos os estados usarão o SICAR ou ainda há estados que continuarão com sistema próprio?

Deusdará – Começamos com 12 estados. Entre os que tinham sistema próprio, Rondônia está migrando e integrando 35 mil cadastros ao SiCAR; Pará e Espírito Santo estão integrando e migrando, Tocantins tem sistema próprio, mas já está integrado – hoje você faz o CAR em Tocantins e já sai o recibo integrado. Minas Gerais já está integrado, Acre também. São Paulo está em integração e estamos subindo 43 mil cadastros de Mato Grosso a partir desta semana.

OCF – Como ficou a questão de Mato Grosso? O CAR do estado só tinha APPs…

Deusdará – Já resolvemos. Vamos subir os cadastros para não perder nada e aí vamos fazer uma busca dos dados incompletos. Vamos trabalhando por camadas nos campos obrigatórios que estes CARs não têm.

OCF – Quando o proprietário faz o CAR, ele recebe senha e recibo. Neste caso, como é o estado migrará a base de dados, como o proprietário de Mato Grosso receberá senha e recibo?

Deusdará – Na hora que subir para o sistema, o proprietário vai ser informado e receber o recibo.

OCF – Mas em Mato Grosso todos vão ficar com o CAR pendente por causa da falta de Reserva Legal? (Em MT, o CAR estadual cadastrava apenas APPs)

Deusdará – Não. A gente vai fazer uma análise e avisar ao proprietário que há campos obrigatórios que ele tem que preencher. Para você ter uma ideia, testamos 890 cadastros de Mato Grosso. Houve problemas em 12. Então, não são tantos problemas assim.

OCF – O senhor está preocupado com números, em ter quantidade para poder gerar análise?

Deusdará – Me preocupo com a fertilização do CAR para povoar a base de dados. O número de imóveis nem sempre é uma referência, já a área pode ser uma boa referência. Por exemplo, Acrelândia tem poucos cadastros, mas já preencheu uma área significativa da superfície do município. A Bahia está subindo agora seus cadastros: 35% da área agricultável da Bahia já está no CAR, mas a Bahia tem quantos mil imóveis? A área agricultável que nos interessa ver, já tem 35% na base.

OCF – O CAR está em vigor desde 5 de maio deste ano e até hoje não houve balanço. As informações são escassas, esparsas e até hoje o MMA não havia divulgado nenhum número. O que se sabe veio através das Secretarias de Meio Ambiente estaduais. Por que?

Deusdará – Estávamos esperando esta integração e migração dos estados. Tínhamos dois desafios que são pedras fundamentais do CAR: Mato Grosso e Pará. Foram pioneiros e pagaram o custo do pioneirismo. Estávamos num processo de conquistar a credibilidade de nossa ferramenta, de valorizar o que os estados fizeram, sem perder o que já havia sido feito. Acho que agora estamos no momento de poder fazer isto. Vamos divulgar o primeiro balanço na segunda quinzena de outubro.

OCF – Mas seria possível confirmar alguns números? 10% seria uma percentagem correta de cadastros já feitos?

Deusdará – Sim, 10% de imóveis já fizeram o CAR e mais da metade são pequenos com áreas de até 50 hectares. Posso falar por estados.: No Maranhão, por exemplo, as grandes propriedades estão vindo para o cadastro. Diferentemente de Minas, que tem um volume grande de cadastros de pequenas propriedades. Cada estado tem sua estratégia de implementação: o Rio de Janeiro está usando os comitês de Bacia Hidrográfica, o Acre está usando os postos do Instituto do Meio Ambiente do Acre e o CAR móvel – uma salinha para o CAR nas regionais do Acre. Em Acrelândia, passamos de carro com alto falante avisando que tinha uma equipe do ministério que estava fazendo o CAR. Fizemos 650 CARs debaixo de chuva, numa escola pública.

OCF – Numa escala de um a dez, como o senhor avaliaria a qualidade dos cadastros que já estão dentro da base do SICAR?

Deusdará – É difícil falar no geral. Por exemplo, um conceito que é novo e estamos massificando agora é o de área consolidada, que não existia. Conceito de Reserva Legal existe desde 1934. Todo mundo sabe o que é uma APP (Área de Preservação Permanente), minha filha de oito anos sabe o que é uma APP*. Topo de morro, pantanal… Agora o conceito de área consolidada, que é um ponto nevrálgico – criar este corte atemporal, já que a lei fala de julho de 2008 – é que tem sido problema, porque não houve assimilação do conceito criado pela pela. Não houve absorção. É um conceito complexo também. O que é área consolidada? Este ponto estamos tentando massificar e explicar.* Mas são cadastros de altíssima qualidade. E estamos satisfeitos com a adesão. Tínhamos duas curvas previstas: uma tipo corcova de camelo, que subiria e voltaria a cair ou uma curva que iria subindo e, próximo ao final do prazo, haveria uma explosão. Era esta que a gente queria e é a que estamos vendo. Estamos conseguindo gerenciar o crescimento sem ter problemas de hardware. O Acre, por exemplo, toda sexta-feira, sobe 350 cadastros entre 19h e 23h. Temos uma porta de entrada específica para o Acre. Estamos evitando problemas com o hardware, porque são arquivos pesados Mas a grande sacada foi o off-line, que foi um pedido da ministra Izabella (Teixeira), que disse que não queria depender de Internet. Isto tem ajudado muito. Você chega em Brasiléia faz o cadastro, recebe o protocolo de preenchimento, gera um (arquivo) ponto CAR naquela máquina e quando o proprietário ou posseiro vai à cidade, passa numa lan house, espeta um pen drive recebido pelo técnico no computador e obtém o recibo. Num país em que o celular tem problema, internet tem problema, este sistema off line, que nenhum sistema estadual tem, foi uma grande sacada.

OCF – Ainda há muitos produtores que encaram o CAR como um pedaço de papel e talvez seja por isto que os pequenos estão mais interessados em se cadastrar…

Deusdará – Não tem como jogar o CAR para debaixo do tapete – 99,9% da agricultura brasileira tem algum subsídio. Ou para comprar algum equipamento agrícola, ou para comprar uma enxada ou para comprar um adubo. Na hora que as instituições financeiras e vocês (entidades do OCF) como controle social entrarem cobrando o CAR, ele acontecerá. Está na lei. Em 2017*** haverá suspensão de crédito para quem não tiver o CAR.

Eu tive uma reunião com dois mil arquitetos e engenheiros da Caixa Econômica. A Caixa nos próximos três anos vai passar a ser a terceira maior financiadora de crédito rural do Brasil. São R$ 17 bilhões. E a Caixa já está colocando o CAR como item obrigatório na análise de risco. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) não está deixando de dar crédito, mas está colocando quem tem CAR com um “pontinho” a mais para receber crédito. As empresas de seguro estão reduzindo o deságio para quem tem CAR. Se você não tem CAR, paga um pouco mais de seguro. Estes mecanismos de mercado, muito mais do que a gente – como Estado regulador – vão fazer o CAR acontecer.

OCF – Sobre o controle social, a posição do Observatório do Código Florestal é a de garantir a transparência das informações e a possibilidade de acesso público a informações mais detalhadas. Qual a posição do governo em relação a isto?

Deusdará – A preocupação que eu tenho é garantir a qualquer cidadão a transparência e salvaguarda das informações declaradas. Como servidor público é que posso ser penalizado criminalmente e administrativamente, se revelar informações classificadas como sigilosas. Mas com relação à possibilidade de acesso e à qualificação da informação, temos que saber que tipo de informação e reduzir este efeito perverso de querer muitas coisas e se perder na quantidade de informações. O SICAR foi concebido para ser transparente e possui mecanismos de consulta amplos.

OCF – O problema é político ou técnico? Vocês de fato vão bancar a possibilidade de acesso a informações específicas?

Deusdará – A questão é técnica. Sim, vamos bancar porque é legal.

OCF – Podemos afirmar então que a sociedade brasileira vai ter o maior acesso possível às informações relativas ao CAR? E a Instrução Normativa que está para sair?

Deusdará – Acesso será para a sociedade brasileira, para a parte afetada e para a parte interessada, para Confederações e Cooperativas. A gente quer que isto aconteça, sempre respeitando as informações classificadas como sigilosas.

OCF – Como você vê o monitoramento da sociedade civil da implementação do CAR nos estados?

Deusdará – Apoiamos as iniciativas, mas não queremos só a observação. Queremos participação. A observação com a solidariedade de construção, respeitando os nossos limites, que são os limites impostos pela administração pública.

OCF – Mas o senhor concorda que aumentando a transparência para a sociedade civil esta participação consequentemente avança?

Deusdará – Não só para a sociedade civil, mas para instituições bancárias, cartórios, confederações. A ferramenta pode ser maravilhosa, mas não pode ser só para controle e fiscalização. Precisa ser uma ferramenta de formulação de políticas públicas. Já pensou com esta quantidade de informações? É possível usá-la para fazer uma política pública para conectividade de corredores de vegetação nativa, para nascentes. Você pode ter políticas públicas federais e estaduais com base neste cadastro. Quando isto foi para a área de fomento, a preocupação da ministra era garantir várias utilizações de cadastro e não somente o chicote.

OCF – Como funciona o processo de validação do CAR?

Deusdará – Já está na Instrução Normativa. Como no Imposto de Renda, você pode declarar informações de má fé e correr o risco de cair na malha fina. Você vai receber uma notificação, ser multado ou ter que fazer uma retificação. Todo mundo vai ter CAR. E eles serão ativos, pendentes ou cancelados.

A diferença é que na Receita o crime de sonegação fiscal prescreve em cinco anos. No caso do CAR, não há prazo para pegar.

OCF – Pensando em termos de Amazônia, a demanda para análise será enorme, não?

Deusdará – Foi por isto que desenvolvemos um módulo de análise, que é 99,9% automatizado.

OCF – Então vai ser possível negar o CAR de alguém que tente cadastrar uma propriedade 100% dentro de uma terra indígena, já que o sistema vai saber disto na hora?

Deusdará – Só vamos saber que você existe, quando você subir o seu CAR no sistema. Você precisa fazer o CAR, nós precisamos te ver. Você pode até saber que está na terra indígena, mas e se não souber? E se já estivesse na Unidade de Conservação quando ela foi criada? Precisamos que o proprietário ou posseiro venha para a base e na hora que vierem serão submetidos aos filtros automáticos.

OCF – Mesmo automatizado e mesmo tendo técnicos capazes de ver o problema, a responsabilidade de cancelar o CAR ainda é dos estados, não é?

Deusdará – Sim, estamos ofertando esta ferramenta para que no final ele só tenha que dizer: concordo com a localização da Reserva Legal. Na medida que se automatiza, a responsabilidade é tirada do técnico. Tudo tem que ser padronizado, até a análise técnica. E alguns estados pediram para que haja um extrato na qual será possível identificar que técnico foi responsável por cada parte da análise. Até isto o sistema faz.

……………………..

* Área de Preservação Permanente – APP: área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas;

* *área rural consolidada: área de imóvel rural com ocupação antrópica (pelo homem) preexistente a 22 de julho de 2008, com edificações, benfeitorias ou atividades agrossilvipastoris, admitida, neste último caso, a adoção do regime de pousio;

* **O Código Florestal estipula que proprietários só poderão receber crédito rural a partir de 2017 – cinco anos após a sanção do novo Código Florestal, se tiveram CAR.



Fonte: Observatório do Código Floresta

PM PRENDE BANDIDO EM FLAGRANTE ROUBANDO RESIDÊNCIA

PM PRENDE BANDIDO EM FLAGRANTE ROUBANDO RESIDÊNCIA 

Na madrugada dessa quinta-feira(02/10), a moradora Sonia  do bairro Jardim Itália na rua Santos Dumont, ligou para a Policia Militar por volta das 03:30 da madrugada, para avisar que sua casa estava sendo roubada.


Na mesma hora foi acionada a viatura que estava fazendo ronda pela cidade, imediatamente foi até o local, ao chegar encontraram dois elementos, um de bicicleta e outro a pé saindo da residência. O elemento que estava de bicicleta conseguiu fugir, o outro Sr. Edilson Oliveira Maduro foi preso em flagrante com um saco de pertences roubados da casa como rádio, micro-ondas e mantimentos da cozinha.

Edilson foi encaminhado para a Delegacia de Policia Civil, aonde foram feito os procedimentos e o mesmo se encontra preso. Segundo informações da PM o outro rapaz que fugiu de bicicleta é irmão gêmeo do que está preso.

Os PM’s que estavam na viatura era o Cabo Maduro, Cabo Verenildo, Soldado Carlos e Soldado Bernades.


Fonte: Redação Jornal folha do Progresso – Fotos: Cabo Maduro



Por: Folha do Progresso

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

FUNAI E IBAMA DESATIVAM GARIMPOS ILEGAIS NA TERRA INDÍGENA (TI) KAYAPÓ, NO SUL DO PARÁ.


Funai e Ibama desativam garimpos ilegais na Terra Indígena (TI) Kayapó, no Sul do ParáDesde a última sexta-feira (26), uma operação de fiscalização conjunta entre a Funai e o Ibama percorre a Terra Indígena (TI) Kayapó, com foco no combate ao garimpo ilegal de ouro.A TI Kaiapó é uma das maiores do país, com 3,3 mi ha, localizada no sul do Pará.No final de julho, representantes dos órgãos notificaram os garimpeiros, que insistiram na prática ilícita, desencadeando a operação.Nos dois primeiros dias, foram desativados dois acampamentos, e nove balsas, três escavadeiras, um caminhão e uma caminhonete, usados pelos garimpeiros, foram destruídos. Devido ao alto risco de segurança, as máquinas e equipamentos que estão sendo encontrados durante a operação devem ser inutilizados no próprio local.


Além de servidores, a Funai participa da operação com veículos, e o Ibama, com dois helicópteros.
TI Kayapo-02 
  
Entre os diversos prejuízos causados pela atividade garimpeira ilegal, a contaminação da água por mercúrio, o assoreamento dos rios, o aumento de casos de malária – devido à água empoçada – e até mesmo os conflitos internos entre os indígenas são os que mais afetam esse povo.

  
O problema do garimpo é recorrente n a TI Kayapó, e ações de fiscalização são realizadas com frequência na região há décadas.

TI Kayapo-03
A operação prossegue nos próximos dias, para desativar outras áreas identificadas previamente em atividades de monitoramento.


Fonte: Funai

Por: Folha do Progresso

CONFIRA O QUE FICA PROIBIDO NA CAMPANHA ELEITORAL DE QUINTA A DOMINGO


Com a proximidade do primeiro turno das eleições no domingo (5), a Justiça Eleitoral tem algumas regras que não podem ser esquecidas por candidatos, partidos políticos e coligações.

Segundo a Lei Eleitoral, nesta quinta-feira (2) é o último dia para a exibição da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. É também o prazo final para os candidatos fazerem reuniões públicas de campanha, comícios e para a utilização de aparelhagem de som fixa, entre as 8h e a meia-noite.

Quinta-feira também é a data limite para a realização de debates políticos na televisão ou no rádio. Debates iniciados no dia 2 podem se estender, no máximo, até as 7h do dia 3 de outubro.


Também até amanhã, partidos políticos e coligações terão que indicar à Justiça Eleitoral o nome das pessoas autorizadas a expedir as credenciais dos fiscais e delegados de partido que estarão habilitados a acompanhar os trabalhos de votação.

Sexta-feira (3) será a data limite para que se faça a divulgação paga, na imprensa escrita, a reprodução na internet do jornal impresso, de propaganda eleitoral. Ainda nesta sexta-feira, os presidentes de mesa que não tiverem recebido o material destinado à votação deverão comunicar a falha ao juiz eleitoral.

No sábado (4), termina a propaganda eleitoral com uso de alto-falantes ou amplificadores de som, entre as 8h e as 22h. Carreatas, caminhadas, passeatas e a distribuição de material gráfico também só poderão ser feitos até as 22h deste sábado.

Desde terça-feira (30), até 48 horas depois do encerramento da votação, nenhum eleitor pode ser preso ou detido, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou ainda por desrespeito a salvo-conduto.

A proibição de prisão de candidatos está em vigor desde o último dia 20. No entanto, quem concorre a cargo eletivo pode ser detido ou preso em caso de flagrante delito.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a competência para proibir a venda de bebidas alcoólicas no dia da votação é da Secretaria de Segurança Pública de cada estado, município ou do Distrito Federal.


Fonte: Uol 

PAULO ROCHA VENCE NO TSE: 7 A 0

Paulo RochaPor unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deferiu o registro da candidatura do candidato Paulo Rocha (PT) ao Senado. O julgamento ocorreu na noite desta quinta-feira (2), levou aproximadamente cinco minutos e o resultado foi de 7 a 0 em favor de Rocha.


Os ministros acompanharam o voto da ministra Luciana Lóssio, que fez questão de afirmar não há nada que macule a imagem do candidato, que já enfrentou e foi inocentado em outros dois julgamentos, um na Comissão de Ética da Câmara Federal, em 2007 e outro no Supremo Tribunal Federal, em 2012.

Para alguns advogados especialistas em Direito Eleitoral, o voto da relatora Luciana Lóssio foi decisivo para a vitória no julgamento desta noite. Em 16 de setembro, a ministra disse "embora Paulo Rocha tenha renunciado ao mandato de deputado federal, em 2005, isso não o impediu de me candidatar em 2006, oportunidade em que foi julgado pelo povo e eleito para o mandato de 2007 a 2010. Ao assumir o cargo, enfrentou um outro julgamento, este nitidamente político, na Comissão de Ética da Câmara Federal, quando foi absolvido pelos deputados".

A ministra entendeu ainda que a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), negando registro à candidatura de Paulo Rocha, em julho, foi equivocada e justificou que quem já enfrentou um julgamento tanto no parlamento como na esfera criminal, como foi o caso da Ação Penal 470, em que foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal, em 2012, reúne todas as condições jurídicas para ter sua candidatura ao Senado deferida.

A decisão do TSE foi iniciada no último dia 16 de setembro quando, após o voto da relatora, o ministro Luiz Fux pediu vistas do processo 73.294 em que Paulo Rocha recorreu da decisão do TRE (PA), que em 30 de julho acatou o pedido de impugnação do candidato petista feito pelo vice-governador do Pará e também candidato ao Senado, Helenilson Pontes, e pelo Ministério Público Federal.

Eu seu voto, o ministro Fux repetiu a relatora enfatizando que Paulo Rocha foi submetido ao julgamento da Comissão de Ética da Câmara Federal e por isso mesmo não cabe qualquer restrição e votou pelo deferimento. Paulo Rocha foi deputado federal por cinco mandatos. E em 2010 foi candidato a senador e obteve 1,7 milhão votos..



Por: Marcos Santos 

PARTE DE PALCO CEDE DURANTE COMÍCIO DO GOVERNADOR SIMÃO JATENE NO PA


Parte de palco cede durante comício do Governador Simão Jatene no PAJATENE FAZIA COMÍCIO NA CIDADE DE CASTANHAL E SOFREU FERIMENTOS LEVES.


De acordo com assessoria da campanha, cerca de dez pessoas se feriram.


Simão Jatene estava em palco que cedeu durante comício em Castanhal.  (Foto: Reprodução/TV Liberal)


Parte do palco cedeu durante o comício do Governador Simão Jatene (PSDB) no município de Castanhal, no nordeste do Pará, na noite desta quinta-feira (2). Jatene realizava o último comício antes do primeiro turno das eleições. Segundo a assessoria de imprensa da Coligação “Juntos com o Povo”, o Governador sofreu escoriações leves e dez pessoas teriam se ferido sem gravidade no acidente.

Parte de palco cede durante comício do Governador Simão Jatene no PA (Foto: Reprodução/TV Liberal)

Em nota enviada ao G1, a assessoria informou que as vítimas foram atendidas nas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros, e após o atendimento foram encaminhadas para reavaliação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. De acordo com a nota, como não houve ninguém com ferimentos graves o evento não foi suspenso.


Do G1 PA

AGRIFAL VAI DESTACAR A PRODUÇÃO AGRÍCOLA FAMILIAR EM SANTARÉM


Técnicos, agricultores familiares, acadêmicos e parceiros da Feira da Agricultura Familiar da Amazônia Legal (Agrifal) e do Flor Tapajós se reuniram na última quinta-feira (2), no auditório da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém, para o lançamento dos eventos, que vão reunir no município agricultores familiares representantes de todo o Pará para exposição e comercialização de suas produções.

As feiras, promovidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), ocorrem de 27 a 30 de novembro, no Espaço Pérola do Tapajós, e têm publico estimado para visitação superior a 20 mil. Já está confirmada a presença de representantes de 110 empreendimentos de agricultores familiares, além de outros setores do agronegócio, demonstrando e comercializando uma diversidade de produção superior a mil produtos.

“Só para termos ideia do que representa a produção agrícola no Estado, no ano passado R$ 34 milhões em produtos foram comercializados só com a merenda escolar e com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)”, informou o coordenador estadual da Agrifal, Sinval Paiva.

Para o secretário de políticas agrárias do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém, Ladilson Amaral, a Agrifal e o Flor Tapajós serão a oportunidade de comercialização da produção de mais de dois mil agricultores. “Aqui já estamos nos preparando para demonstrar o que temos e fazemos de melhor. Ficamos felizes em ver o poder público se unindo para beneficiar a agricultura familiar. Agradeço à Emater, que sempre está presente conosco”, disse o agricultor.

A Prefeitura de Santarém é parceira nos eventos. O secretário de Agricultura, Rosivaldo Colares, disse que o poder público trabalha em conjunto para que a região corresponda à altura do prestígio que recebe por ser sede de um evento com a importância da Agrifal. “Essa feira não representa apenas a produção estadual ou da região amazônica; é de cunho internacional”, lembrou.

Para o presidente da Emater, Humberto Reale, as feiras serão um espaço para discutir a produção da agricultura familiar e aproximar o agricultor do consumidor final, eliminando o atravessador e garantindo maior retorno para as famílias. “Escolhemos Santarém porque queremos demonstrar o potencial da região. Em 2015 queremos levar a Agrifal para Marabá, no sul do Estado”, frisou.

A Agrifal e o Flor Tapajós querem oportunizar aos agricultores, técnicos e acadêmicos qualificação por meio de palestras, Dia de Campo, cursos, além de um intercâmbio de informações. Representantes da Martinica e do Suriname são esperados para os eventos.


Fonte: Agência Pará