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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Procurado no Pará na Operação Saúde se entrega para PF em Sinop

A Polícia Federal confirmou, hoje, que um dos procurados na Operação Saúde, desencadeada ontem, em 7 Estados, se entregou, hoje de manhã, na delegacia da PF em Sinop. Ele é de Novo Progresso (PA) e também teve sua prisão decretada pela justiça.

O nome do acusado não foi revelado. Também não foi informado se ele vai ser recambiado para Passo Fundo (RS) onde estão centralizadas as operações. Até agora, foram cumpridos 58 dos 64 mandados de prisão expedidos no interesse das investigações. Todos os 70 mandados de busca emitidos foram cumpridos.

O maior número de prisões ocorreu no Rio Grande do Sul - foram 25 (incluindo uma em flagrante por porte ilegal de arma). Em Mato Grosso foram 18, Mato Grosso do Sul, 6, Paraná, 6, Santa Catarina, 3 e Rondônia uma.

A PF confirma que, dentre os investigados, 30 servidores públicos municipais já foram presos e 3 estão foragidos. Três investigados ligados às empresas também estão sendo procurados, sendo que sua ocultação pode gerar um agravamento de suas situações perante a Justiça. Cabe ressaltar o envolvimento de 12 secretários municipais, contra os quais foram emitidos mandados de prisão. Não foram revelados nomes.

"Foram desbaratadas três organizações criminosas de Barão de Cotegipe/RS, onde estavam as sedes e depósitos das empresas investigadas. As investigações abrangem outros municípios gaúchos, uma vez que dados do TCE apontam que 450 municípios do Rio Grande do Sul repassaram verbas públicas para alguma das empresas sob investigação.

Oportunamente, mediante aprofundamento da colheita de provas e também pela análise do material arrecadado nas buscas, serão informados dados hoje considerados sensíveis pela equipe de investigação", informa a PF.

"A atuação dos criminosos se dava na fraude às licitações públicas, desviando as verbas destinadas à compra de medicamentos mediante falta de entrega da mercadoria licitada, entrega parcial ou entrega de produto diverso, entrega mediante "realinhamento" de preços que culmina com o superfaturamento ou entrega de medicamentos com data de vencimento muito próxima.

A distribuição dos lucros gerados com as fraudes se dava entre as empresas e servidores públicos municipais envolvidos. Em apuração inicial, constatou-se a movimentação de R$ 40 milhões em 2009 e de R$ 70 em 2010, para apenas um dos grupos investigados.

Os investigados responderão, na medida de sua participação, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude de licitações, formação de quadrilha, peculato e possível lavagem de dinheiro, cujas penas máximas somadas, podem chegar a 45 anos de prisão.


Fonte: Só Notícias/Editoria
Por Reginaldo Ribeiro

segunda-feira, 16 de maio de 2011

NOTICIA DA EDUCAÇÃO, profissionais da Educação aprovam parte do plano de cargos.

Os profissionais municipais da Educação aprovaram parte do novo texto do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) durante assembleia, ontem à noite, no auditório da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). O vice-presidente da subsede do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), Valdeir Pereira, disse, ao Só Notícias, que a prefeitura deverá ser oficializada na segunda-feira (16) sobre os pontos discordados, para que sejam feitas as alterações.

Entre os apontamentos, o vice-presidente destacou a necessidade de mudança sobre a hora atividade aos servidores, destacando a inclusão do percentual de 33%, representando 1/3 da jornada de trabalho. No texto, ele afirma que consta 20%, alegando que este percentual, deveria ser o provisório, até aplicação dos 33%, a partir do início de 2012.

As discussões tiveram início quando os servidores manifestaram discordância do plano que a administração havia enviado para ser votado na Câmara de Sinop, sob alegação de que parte não condizia com o aprovado para o encerramento da greve que durou 43 dias. Após reunião recente, diretamente com a categoria, o prefeito Juarez Costa (PMDB) se propôs a fazer as mudanças.

O Sintep recebeu o texto alterado esta semana e segundo o secretário de Governo, Mauri Rodrigues de Lima, duas importantes mudanças haviam sido feitas, retirada dos funcionários da saúde que estavam incluídos e o acréscimo do cargo de secretário escolar.


14 de Maio de 2011

Sinop: profissionais da Educação aprovam parte do plano de cargos

Fonte: Redação Só Notícias

Marina Silva vai pedir ao MPF que investigue acusações contra o marido dela.

A ex-ministra e ex-senadora Marina Silva (PV-AC) vai pedir ao Ministério Público Federal que investigue as acusações contra o marido dela, Fábio Vaz de Lima, de envolvimento em negócios irregulares com órgãos federais vinculados ao Ministério do Meio Ambiente. As irregularidades teriam ocorrido no período que ela estava à frente da pasta.

Marina informou que entregará a representação com pedido de abertura de apuração de cada denúncia contra ela e o marido no encontro que terá com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, nesta segunda-feira (16), as 18h30.

A ex-ministra justifica o pedido de averiguação por ter sido acusada pelo relator do projeto do Código Florestal, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), de agir para proteger o marido para evitar que ele fosse convocado para depor em comissão da Câmara sobre supostas denúncias de participação em fraudes.

Segundo ela, as acusações feitas contra ela e o marido são levianas e têm origem em dossiês apócrifos que circularam nos corredores do Congresso quando ela era ministra. “Os autores dessas falsas informações são aqueles que tiveram seus interesses espúrios contrariados por minha decisão de, à frente do Ministério do Meio Ambiente, combater o comércio ilegal de madeira e o desmatamento criminoso na Amazônia”.



Local: Brasília - DF
Fonte: Agência Brasil - EBC
Link: http://www.agenciabrasil.gov.br/

Ibama estabelece pacto pelo desmatamento zero na Amazônia.

Em iniciativa inédita no combate ao desmatamento, o Ibama encerrou nesta quarta-feira (11/05) em Belém, no Pará, a série de reuniões públicas organizadas paralelamente à operação Disparada. Nos 12 encontros realizados no Pará, Mato Grosso e Amazonas, mais de 1,5 mil pessoas – entre lideranças políticas, representantes de proprietários rurais, pecuaristas e ambientalistas – discutiram e aderiram ao pacto pelo desmatamento zero em parceria com o Ministério Público Federal (MPF).

Pelo acordo, os municípios cessam novos desmates da floresta e o Ibama suspende novas apreensões de gado nas áreas embargadas, dando tempo para que as propriedades se adéquem à legislação ambiental. “Isso será possível porque vamos concentrar esforços nas regiões onde o desmatamento crescer, porque nosso objetivo central é diminuir o desmatamento, as apreensões de gado e equipamentos são meros instrumentos para alcançarmos esse objetivo”, explicou o coordenador-geral de Fiscalização Ambiental, Bruno Barbosa.

O pacto com o Ibama engloba as 11 regiões prioritárias no combate ao desmatamento na Amazônia. A maioria delas está em território paraense e cinco já foram alvo da operação Disparada, deflagrada no final de março para reprimir a pecuária em áreas ilegalmente desmatadas e embargadas. Fazem parte delas municípios campeões nos índices de desflorestamento do bioma como Novo Progresso, Redenção e São Félix do Xingu, no Pará; Sinop, no Mato Grosso, e Lábrea, no Amazonas, nos quais a Disparada já apreendeu mais de 5,4 mil cabeças de gado.

Se não houver queda no desmatamento, os alvos da Disparada deverão ser ampliados com novas ações em Juína, no Mato Grosso; Boca do Acre e Apuí, no Amazonas; e Itaituba, Pacajá e Anapu, no Pará.

“O comportamento destas regiões será determinante na escolha de onde haverá futuras apreensões de gado. Poderão ocorrer a qualquer momento nas áreas onde as notificações para a retirada do rebanho estão vencidas”, afirmou Barbosa à plateia na reunião em Belém, formada principalmente por lideranças do setor pecuário paraense. O encontro na sede do MPF durou cerca de duas horas e contou com a presença da secretária estadual de Meio Ambiente do Pará, Teresa Cativo, o secretário estadual de Agricultura, Hildegardo de Figueiredo Nunes, e o procurador do Ministério Público Federal Daniel Azeredo.

Biomas fora da Amazônia

Além de combater o desmatamento ilegal, os municípios também deverão buscar a regularização ambiental para não receber novas apreensões do Ibama, seguindo o modelo de Paragominas, o único até hoje que atingiu a meta de registrar 80% de suas áreas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e saiu da lista negra dos municípios que mais desmatam do Ministério do Meio Ambiente.

O coordenador-geral de Fiscalização destacou ainda que o Ibama tem concentrado grande efetivo de fiscais nas frentes de desmatamento da Amazônia. No Pará, há quatro anos, desde as operações Boi Pirata (2008) e Boi Pirata II (2009), servidores de todo o Brasil são deslocados anualmente para combater a derrubada da floresta amazônica.

“O Ibama também é responsável por outros biomas e precisa fiscalizar o Pantanal, a Mata Atlântica, o Cerrado, a Caatinga, mas isso tem sido prejudicado porque todos os nossos esforços estão no combate aos desmates ilegais na Amazônia”, encerrou Barbosa.



Local: Brasília - DF
Fonte: Ibama - Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
Link: www.ibama.gov.br

quarta-feira, 11 de maio de 2011

E UMA VERGONHA PARA OS CIDADÃOS PROGRESSENSES, Cidade sem prefeito(a) MATERIA DO DIA, 7 de maio de 2011

Fui procurado por popular que disse ter ido até a prefeitura a procura da Prefeita e não á encontrou, e disse a senhora que o vice-prefeito esta viajando, ai pedi para ela procurar o Vereador Macarrão que deveria estar substituindo por força da lei. Resultado o vereador também não sabia da ausência da prefeita e do vice-prefeito e procurei a câmara para averiguar alguma notificação de licença por viajem ou outro assunto a câmara não informou, pois nada tinha de comunicação até o encerramento dos trabalhos de ontem sexta-feira (6).
Constatei que a cidade realmente ta sem prefeito (a) a prefeita esta em Belem-PA o vice-prefeito de licença por ausência do município e o presidente da câmara sem comunicação.
A lei orgânica do município obriga a transmissão de cargo na ausência do prefeito ou do vice e/ou para quem de direito neste caso para o presidente da Câmara Municipal.


Por: Adecio Piran

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Hiromar Cardoso (xaropinho) Alfinetadas, Apimentadas e Xaropadas...

Terrorismo petista:Temendo uma possível disputa na convenção petista, os xiitas (extremista radical do PT) articulam de todas as formas derrubarem a professora e secretária municipal de Educação Lucineide Pinheiro.
Coagir, ameaçar ou influenciar outras pessoas, ou de impor-lhes a vontade pelo uso sistemático do terror são algumas táticas do grupo.
A desarticulação imposta revoltou Lucineide que tem confidenciado que deve deixa o partido em breve.
A coisa é tão desagradável que a secretária já teria inclusive conversado com Márcio Pinto (PSOL) sobre a situação.
Lucineide seria a candidata mais forte do PT na convenção, daí então do medo dos xiitas que pretende lançar outro nome para disputa de 2012.
Otário ou viado?:Esse papo desse tal Zé Carlos do PV não me cheira muito bem. Eu acho esse papo CHULICE. Aquele papo de OTÁRIO OU VIADO!
Que moral você tem pra dizer que é contra ou a favor de nosso Estado do Tapajós. Como homem público você foi um desastre total, nem mesmo o PT te agüentou. Sua credibilidade entre os políticos é ZERO.
Como bom Tapajoara e radicalmente favorável a minha independência, não vou deixar que um BOSTA como você fale o que bem entender. E não me aborreça seu ZÉ NINGUÉM!
Grande quantidade:As constantes chuvas do mês de abril e maio fizeram com que o Rio Tapajós avançasse contra o cais de arrimo de Santarém.
Isso deixa os comerciantes aflitos e temem terem enormes prejuízos.
Muitos deles já não estão nem dormindo. Em 2009 a cheia deu prejuízo incalculável aos comerciantes.
A água já aparece na Avenida Tapajós, principal rua do comercio.
Protesto do PAC: Moradores da área de Uruará já articulam enviar documentação ao Ministério Público do Estado e Federal.
A finalidade é denunciar o não compromisso da prefeita Maria do Carmo que até agora não cumpriu com o projeto do PAC na construção das 350 casas nesse bairro.
Os moradores afirmam que somente 45 foram feitas.
O projeto do PAC faz parte das famílias alagadas do Uruará.

PAI E MÃE DA “CRIANÇA”:A aprovação do projeto de decreto legislativo que autoriza a convocação e realização de plebiscito sobre a criação do Estado do Tapajós provocou sentimentos de paixão em pessoas que até bem pouco tempo atrás jamais se manifestaram a favor do movimento Pró-novo estado.
Políticos falidos, esquecidos e mortos saíram de suas tumbas, ressuscitados pela onda separatista, que ganhou corpo depois da histórica aprovação do PDL pelo plenário da Câmara.
Grupos políticos disputam agora, a paternidade e maternidade pelo sucesso em Brasília.
As três mentiras:Brincadeira, a prefeitura de Santarém em nota divulgada pela assessoria de comunicação diz que a prefeita Maria do Carmo pediu para o secretário Inácio Corrêa ir a Brasília juntar forças no trabalho de articulação junto à bancada federal na Câmara dos Deputados ( que força?).
Depois diz ainda que “a articulação do ex-deputado Federal Paulo Rocha foi fundamental nesse processo, que assegurou que o projeto fosse incluído e votado na pauta”.
A mentirosa nota encerra informando que a prefeita Maria do Carmo participará de uma coletiva na Câmara de Vereadores para falar sobre a importante conquista, que CONQUISTA? Brincadeira!.
Rurópolis agoniza I:Moradores da cidade de Rurópolis estão revoltados com a péssima administração do prefeito Aparecido Silva, o popular cabeça de cupim.
A cidade está agonizando devido a incompetência e falta de compromisso com seus munícipes.

Enquanto isso, as ruas de Rurópolis

Aparecido também é acusado de vim desviando recursos para outros fins, como compra de bens, entre eles luxuosos apartamentos em Belém, Fortaleza e até fabrica de tecidos na cidade de Santa Cruz de Capiberibe em Pernambuco.
O prefeito também é dono de duas grandes fazendas, uma no município de Placas na vicinal da 57 com cerca a de 3 mil cabeças de gado. Outra em Medicilandia com mais de 150 mil pés de cacau adquirida com mais de 1 milhão de reais.
Em Fordilandia, município de Aveiro Aparecido também comprou do atual vice-prefeito Wilson Gonçalves uma fazenda com mais de 2 mil hectares de terra.
Antes ao chegar a Rurópolis foi funcionário de uma pequena Auto Peças, qual é acusado pelo dono de ter levado a falência.
E antes de se tornar prefeito possuía apenas uma loja de vender “sulanca” e roupa usada vindo de Pernambuco.
Rurópolis agoniza II: Sobre Rurópolis ainda, se Aparecido pensa que Jader, Helder e Juvenil já se esqueceram da traição imposta na eleição para governo do Estado está totalmente enganado.
Jader já articula arrancar o PMDB das mãos de Aparecido e entregar para empresária Marlene da goitaxi, hoje com reais chances de ser a prefeita da cidade.
Além da revolta do trio, Aparecido tem contra si, a revolta do vereador Peninha de Itaituba e do ex-prefeito Zericé Dias de Rurópolis que apóiam a idéia de Jader Barbalho. Te cuida Aparecido, pois dias negros estarão rondando sua cabeça de Cupim.


Por: Hiromar Cardoso

sábado, 7 de maio de 2011

Senado realiza audiência e Marinor divulga relatório contra Belo Monte.

Relatório de Diligência realizada na cidade de Altamira (PA) em 16 de abril de 2011 para discutir problemas sociais advindos da construção da barragem da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa aprovou, no dia 17 de março de 2011, o Requerimento nº 19, de 2011, de autoria da Senadora Marinor Brito, que solicitou a realização de diligência na cidade de Altamira (PA) para ouvir as populações em situação de risco causado pelas obras de construção da Usina Hidrelétrica (UH) de Belo Monte.
Foram listados, entre os diversos inquiridos pela Comissão, representantes indígenas, quilombolas, agricultores familiares, ribeirinhos, moradores da periferia, entidades de Direitos Humanos, Movimento Xingu Vivo para Sempre, representantes do Ministério Público do Pará.
Realizada a diligência no dia 16 de abril de 2011, apresentamos nesta oportunidade relatório circunstanciado dos fatos então testemunhados por esta CDH.
Registre-se que, no início dos trabalhos, às 7h30min do dia 16, juntaram-se à Senadora Marinor Brito – durante a primeira parte da diligência, destinada à realização das visitas às localidades a seguir listadas – o Deputado Estadual Edmilson Brito Rodrigues, o Procurador da República Cláudio Terre do Amaral, a Promotora de Justiça e Coordenadora do Núcleo de Meio Ambiente do Pará Maria da Graça Azevedo da Silva, a representante do Movimento “Xingu Vivo para Sempre” Antônia Melo e outras lideranças comunitárias.

Essa comitiva visitou as seguintes localidades:

- os bairros que serão inundados pela barragem no Rio Xingu: Açaizal, Olarias, Ocupação dos Padres, Mutirão, Paixão de Cristo e Baixão do Tufi;
- a Casa do Índio;
- o Hospital Municipal de Altamira (PA); e
- a Companhia de Saneamento do Pará (COSANPA) – sede local.
De início, na visita ao Açaizal, localizado na área de inundação da barragem – na qual vivem aproximadamente cerca de mil família em casas feitas de madeira sobre palafitas – constatou-se que a maioria dos moradores é desprovida de documentos de propriedade do imóvel habitado. Verificou-se, também, que isso causa grande ansiedade, pois não há previsão de que eles sejam indenizados.

Assim como no Açaizal, os habitantes dos outros bairros visitados relataram que há desinformação generalizada sobre os impactos que a obra irá trazer para os moradores dessas localidades. Constatou-se também, tanto no Açaizal quanto nos demais bairros, que são subumanas as condições de habitação ali existentes, com relatos de doenças advindas da completa falta de saneamento das localidades.Registrou-se, ainda, o desencanto manifestado pelos moradores ao constatarem que nem a construção de uma usina hidrelétrica nas proximidades de suas residências foi suficiente para que a população recebesse tratamento adequado por parte do poder público.
Na localidade conhecida como Invasão dos Padres, a comissão ouviu o relato da moradora Raimunda Gomes, que saiu de Tucuruí tangida pela construção da usina, e, agora, 30 anos depois, ainda busca uma indenização pelas perdas sofridas na época. Ela contou que enfrenta uma doença cancerígena, mas que não pode seguir o tratamento médico adequado por falta de infraestrutura na cidade.
Após a visita aos bairros, a comitiva seguiu para a instituição denominada Casa do Índio, que aloja os indígenas vindos das aldeias de localidades interioranas. Lá, a diligência verificou a chamada “COTA 100” que é o registro da área da possível inundação, pintada na parede da instituição. Esta marca serve de parâmetro para as indenizações vindouras. Na oportunidade a Senadora Marinor ouviu relatos do Ministério Público Federal a respeito dos questionamentos em torno da real medida das áreas que serão alagadas. Esse dado é fundamental para que se exija do Estado o cumprimento do art. 5º, inciso XXIV, da Carta Magna, o qual estabelece que o procedimento para desapropriação se dê por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro.

Logo, é importante registrar que não há informação consistente acerca do tamanho da área que seria efetivamente alagada. Essa é uma informação imprescindível, a fim de que sejam garantidos os direitos constitucionais das pessoas que habitam a localidade. De outra maneira, corre-se o risco de repetir a situação relatada acima, enfrentada pela cidadã Raimunda Gomes, que, efetivamente desalojada, jamais recebeu a justa indenização.
Após a visita aos bairros, a diligência seguiu para a estação local da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa). Lá, o gerente da estação informou sobre a precariedade técnica da estação de águas que, hoje, não chega a atender nem sequer 30% dos cerca de 100 mil habitantes da cidade. Ocorre que a estação de “tratamento” não trata a água coletada. As águas do Xingu entram e saem dos tanques sem nenhuma filtragem ou adição de cloro ou flúor. Significa dizer que 100% da população de Altamira, não recebem água potável em suas residências. A representante do Movimento Xingu Vivo para Sempre, Antônia Melo, contou que não são poucas as dificuldades enfrentadas especialmente pelas mulheres com essa situação, pois têm que cuidar das inúmeras doenças motivadas pela falta de água adequada para o consumo humano.

Antônia contou que muitas mães lidam diariamente com o dilema de ter que oferecer a seus filhos a única água disponível, mesmo percebendo que o produto é impróprio, marcado por cor turva, cheiro forte e com abundância de fragmentos estranhos. A percepção da comitiva é de que está distante uma solução para o problema, uma vez que seriam necessárias mais cinco estações com capacidade semelhante à única em funcionamento. E, para essa finalidade, não existe nem projeto, nem recursos previstos. A continuar assim, será cada vez mais caótica a situação do abastecimento tendo em vista o crescimento populacional desmedido já em curso.
Em seguida, a comitiva dirigiu-se para o Hospital Municipal, onde ouviu os médicos acerca do visível crescimento populacional da cidade, ocasionado pela grande quantidade de famílias que recentemente se transferiu para lá, em busca de emprego na construção da usina. Profissionais do Hospital relataram que hoje atendem o dobro dos pacientes em relação ao ano passado, sem que tenha ocorrido qualquer incremento na quantidade de servidores ou nos insumos exigidos para o exercício mínimo da Medicina no local. Acrescentaram que, nos dias atuais, uma situação em especial chama a atenção por ser inusitada na história da relação do Hospital com a cidade: o crescente número de corpos que permanecem no necrotério da instituição sem que haja procura pelas famílias, nem identificação da pessoa falecida.
Note-se que a instituição, além de receber os moradores da cidade, é o destino certo dos pacientes que residem em municípios próximos da Transamazônica, estando com sua capacidade de atendimento praticamente esgotada. A comitiva verificou in loco essa superlotação: havia pacientes nos corredores em condições de muito desconforto, sofrendo ainda mais com o forte calor que castiga aquela unidade hospital.

Encerradas as visitas, a comitiva voltou a se encontrar à tarde, no auditório da Casa de Cultura de Altamira, para dar prosseguimento àdiligência, agora com a realização de uma reunião aberta para ouvir a população local. Compuseram a mesa da referida reunião as seguintes autoridades:

- Senadora Marinor Brito
- Deputado Estadual Edmilson Brito Rodrigues;
- Cláudio Terre do Amaral – Procurador do Ministério Público Federal;
- Maria da Graça Azevedo da Silva – Promotora de Justiça Estadual e Coordenadora do Núcleo de Meio Ambiente do Pará;
-Antônia Melo – Líder do Movimento “Xingu Vivo para Sempre”; e
Dom Erwin Kraütler – Bispo da Prelazia do Xingu.
Diante de um auditório lotado, a Senadora Marinor Brito abriu os trabalhos, informando aos participantes acerca das dificuldades que encontrou, inclusive as relativas ao deslocamento, e findaram por inviabilizar a presença de outras autoridades no evento. Também lamentou que os demais senadores do Pará não tivessem comparecido porque julga a diligência uma oportunidade preciosa para que sejam ouvidos setores da sociedade local que, embora diretamente atingidos pelas obras da hidrelétrica, foram deixados à margem do processo de discussão.

Em seu pronunciamento, ela comemorou a decisão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) de solicitar ao Brasil a imediata suspensão das obras, a fim de que sejam efetivamente garantidos os direitos das comunidades indígenas, de agricultores e ribeirinhos da região. Afirmou que o pedido da OEA põe em dúvida se os atingidos pela hidrelétrica foram, de fato, devidamente consultados e coloca em destaque os impactos socioambientais que serão ocasionados, especialmente porque a obra irá forçar o deslocamento de milhares de pessoas em uma das regiões de maior biodiversidade na Amazônia. A Senadora denunciou, ainda, o desrespeito à prévia oitiva das comunidades indígenas atingidas, conforme estabelece a Constituição Brasileira e a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Depois de lamentar novamente a ausência de outros senadores, informou que tentaria suprir essa lacuna levando os depoimentos para o próprio Senado Federal e declarou que o momento seria dedicado a recolher depoimentos, os quais ocorreram da forma que se descreve a seguir.
O primeiro depoimento foi prestado pela Dra. Sônia Magalhães, integrante do Painel de Especialistas responsável por uma análise crítica do Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).
A pesquisadora informou que o grupo de especialistas do Painel é composto por quarenta acadêmicos de áreas diversas, diretamente relacionadas à obra, entre eles: antropólogos, sociólogos, zoólogos, biólogos, etimólogos, especialistas em energia e planejamento de sistemas energéticos, historiadores, cientistas políticos, economistas, engenheiros, hidrólogos, ictiólogos. Tais especialistas são ligados à Universidade Federal do Pará e a outros centros de pesquisas nacionais e internacionais.
As conclusões da análise do Painel de Especialistas apontam para uma série de deficiências do EIA/RIMA utilizado para a aprovação da obra. A análise da pesquisadora é de que a metodologia utilizada na elaboração do relatório foi insuficiente e inadequada.
A Dra. Sônia Magalhães projetou para a audiência imagens que mostram como ficará o Rio Xingu após a barragem. Disse que a quantidade de água vai depender da vazão irregular do rio. Na região da Volta Grande do Xingu, em um trecho de 100 km abaixo da barragem, a vazão da água vai diminuir tanto que ficará, durante a maior parte do ano em níveis abaixo dos registrados durante as piores estiagens. Isto será causado pelo desvio feito por meio de uma espécie de fosso a ser construído com a utilização de toneladas de concreto. Informou que, além de essa região ser o lar de muitas comunidades indígenas e de milhares de ribeirinhos, a baixa no volume de água poderá provocar sérios problemas de abastecimento. Declarou também que o relatório apresenta sérias lacunas no tocante à extensão da área que de fato será alagada.
Do ponto de vista hidrológico, por exemplo, citou insuficiências a respeito não somente da área a ser atingida, como do impacto da barragem na qualidade da água para abastecimento das cidades circunvizinhas à obra. Reportou-se, ainda, às consequências da diminuição dos lençóis freáticos na Volta Grande do Xingu por um lado e da elevação do lençol freático de Altamira por outro. Em outros, não há nenhuma garantia de segurança hídrica nem para as comunidades indígenas, nem para os agricultores, nem para os ribeirinhos. Esse nível de insegurança hídrica afeta tanto o consumo de água, quanto seu uso para as atividades econômicas das pessoas que dependem da vazão do Rio Xingu para prover seu sustento, conforme detalhou a pesquisadora.
Tal ausência de critérios técnicos e de informações gera incerteza na população e impede os moradores de tomar decisões sobre suas moradias e suas atividades laborativas, frisou ela. A pesquisadora questionou a escolha do local da inundação, pois a cheia máxima do Rio Xingu, de acordo com estudo publicado em 1989, atinge a cota 100,7. Afirmou que a usina vai mudar a área de vulnerabilidade a cheias de recorrência de 100 anos mesmo nas áreas que não serão inundadas. Alertou. também, que não há estudo sobre o que irá acontecer, após a implantação do reservatório, com as áreas de recorrência de cinco e de dez anos.
A pesquisadora ressaltou o fato de que a mudança no município de Altamira não se restringirá, como alguns pensam, ao deslocamento de palafitas, pois a análise do EIA/Rima mostra que 45% da cidade deverá ter seu traçado reestruturado.
Acerca dos impactos socioambientais, afirmou, ainda, que a empresa responsável pelas obras ignora o cumprimento das condicionantes determinadas pelo EIA/Rima, mesmo sendo tais condicionantes insuficientes para atender à demanda. Quer dizer, o Consórcio Norte Energia, responsável pela obra, ignora o combate mínimo aos problemas que serão causados pela usina e que se encontram no relatório de modo subestimado. São as chamadas ações mitigadoras, as quais efetivamente ainda não saíram do papel.
O documento prevê que, em vista do crescimento populacional (a estimativa oficial é de que mais de 100 mil pessoas cheguem à cidade, juntando-se aos 105 mil que lá habitam), devem ser executadas medidas prévias de garantia de que não entre em colapso a oferta de serviços públicos, especialmente os relacionados à saúde, saneamento básico, educação e segurança.
O impacto é considerável e se torna ainda mais preocupante quando se verifica, conforme declarou, que o EIA/Rima utilizou um artifício para reduzir o número de pessoas atingidas ao fazer um corte que inclui apenas os habitantes das áreas que irão secar, que é de cerca de 100 km2, desconhecendo a população que depende do rio e que não reside obrigatoriamente nos locais que secarão. Além disso, o artifício retira terras indígenas da área afetada, ignorando pelo menos duas comunidades ao descrever a área afetada pela obra.
A população a ser atingida constante do EIA/Rima, por sua vez, foi estimada com base em levantamento que levou em conta apenas as pessoas que estavam em casa no momento da pesquisa. Dados históricos apresentados pela pesquisadora dão conta de que as famílias da região são formadas por 5,7 de pessoas, mas o EIA/Rima computa apenas 3,2 pessoas por família, um número 60% inferior.
Além disso, não há estudo sobre o que ocorrerá abaixo de Belo Monte. O que se sabe é que pelo menos uma hidrovia será construída, conforme informou.
A pesquisadora denunciou, também, o início das obras sem a adoção das mínimas medidas mitigadoras e sob a marca da ilegalidade, pois canteiros de construção estão sendo edificados sobre terras indígenas e lotes de agricultores.
Ainda de acordo com ela, o Painel de Especialistas questiona a viabilidade econômica do empreendimento, que se configura desastrosa, superando inclusive o da Usina Hidrelétrica de Balbina. Em vista desse prejuízo que se anuncia, Sônia Magalhães apresentou a hipótese de que, para garantir a viabilidade financeira da obra, talvez seja necessário no futuro ampliá-la, gerando mais áreas secas, mais áreas alagadas e multiplicando seus impactos socioambientais.
A respeito das consequências ambientais, ela disse que a Volta Grande do Rio Xingu é um dos ecossistemas mais ricos do planeta e que a secagem de parte de sua área resultará na morte de mais de 100 milhões de peixes, além da extinção de espécies que dependem desse ecossistema para sobrevivência. Esses dois motivos, segundo a pesquisadora, já seriam suficientes para que a obra fosse declarada inviável.
Por fim, ao mostrar os quadros constantes do EIA/Rima, a pesquisadora apontou incongruências elementares entre os dados apresentados, pelos quais não se tem como definir nem exatamente qual será o tamanho do lago: 516km2 ou 668 km2. Em vista da discrepância desses números, ela indagou que critérios estão sendo tomados para tomar as decisões.
Entre as 40 condicionantes ambientais previstas no EIA/Rima analisado pelo Painel de Especialistas, citamos, a título de exemplo, a de n° 09. Ali se determina: (i) início da construção e reforma de equipamentos de educação/saúde em Altamira e Vitória do Xingu; (ii) início das obras de saneamento básico nesses municípios e; (iii) implantação de saneamento básico em Belo Monte antes da construção dos alojamentos.
A comitiva que efetuou a diligência da Comissão de Direitos Humanos pôde constatar que, ao menos em Altamira, nada foi feito até agora.
Outra condicionante (a indígena n° 5) exige, entre outras medidas (i) a demarcação física das Terras Indígenas Arara da Volta Grande e (ii) Cachoeira Seca; (iii) o levantamento fundiário e o início da desintrusão (retirada de não-índios) da Terra Indígena Apyterewa. Trata-se de medidas importantes que não podem ser executadas sem adequado planejamento.
O depoimento seguinte foi prestado pelo Dr. Claudio Terre do Amaral, Procurador do Ministério Público Federal.
No início de sua exposição, o Procurador da República frisou que é técnico-jurídica o âmbito de interferência do Ministério Público diante das questões relativas à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Não se trata, portanto, conforme ressaltou, de ser contra, nem a favor da obra em si, mas de manter o compromisso de garantir a segurança jurídica da sociedade diante da questão.
Segundo ele, desse ponto de vista, são preocupantes os problemas apontados pelo Painel de Especialistas. Informou, a propósito, que alguns desses problemas já constituem matéria de atuação do Ministério Público, que aguarda decisão da Justiça sobre umas dez ações civis públicas movidas pelo órgão.
Citou, como exemplo, a questão do abastecimento de água, objeto de ação civil pública impetrada em abril de 2010, na qual se pede a garantia de que a água seja imediatamente fornecida à população em condições de potabilidade e, ainda, que a segurança hídrica da região seja assegurada.
Disse, contudo, que a visita feita pela comitiva à Cosanpa revelou que nenhuma providência está sendo adotada nesse sentido pelas autoridades responsáveis, visto que a obra está paralisada.
Com relação à viabilidade do empreendimento, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental, disse que é de questionar a razão de a licença prévia para a obra ter sido concedida em fevereiro de 2010, quando o próprio Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA) se manifestou contrário a ela. Revelou que esse posicionamento vai de encontro ao princípio da precaução, que deveria pautar as ações públicas no que respeita a interferências ambientais.
Acrescentou, ainda, que os questionamentos do Painel de Especialistas acerca da insuficiência de informações sobre os impactos da obra foram corroborados pela própria instância do Ministério Público em Brasília, formada por técnicos peritos em questões ambientais, particularmente nos trechos em que se referem à qualidade da água da região; à quantidade de energia a ser obtida; e ao número de pessoas a serem atingidas.
O Procurador manifestou preocupação com o remanejamento de todas as pessoas que habitam a chamada “cota 100”, indicadora da altura de 100m acima do nível do mar, as quais – se não sofrerem com o alagamento – estarão vulneráveis a cheias recorrentes. Referiu-se à divergência de marcação sobre a cota 100 e anunciou que o Ministério Público, em parceria com especialistas da Universidade Federal do Pará, está realizando essa marcação, dando como exemplo a sinalização já efetuada na Casa do Índio, visitada pela CDH durante a diligência. Essa providência vai permitir que os despejados pelas obras sejam acompanhados para garantir-lhes a prévia e justa indenização, conforme preceitua a Constituição federal.
Com relação às terras indígenas Arara Volta Grande e Paquiçamba, a área jurídica do Governo federal tem afirmado que elas foram poupadas de qualquer impacto por parte da UH de Belo Monte. Ocorre, disse o Procurador, que a realidade poderá ser muito pior: o Rio Xingu sofrerá alterações capazes de ocasionar-lhes a perda das condições mínimas de sobrevivência em suas próprias terras. Quer dizer, esses índios não serão atingidos diretamente, mas indiretamente e sem o reconhecimento oficial dessas consequências.
Daí poderá advir a remoção ilegal dos índios, em evidente desrespeito à Constituição brasileira. Esse fato também é objeto de ação civil por parte do Ministério Público.
Para concluir, o Procurador informou que as questões levantadas pelo Painel de Especialistas e outras verificadas pelo Ministério Público como atentatórias dos direitos constitucionais foram levadas a juízo e aguardam o pronunciamento da Justiça. Enfatizou que a construção da hidrelétrica é, portanto, matéria de insegurança jurídica, pois depende do julgamento dessas ações. Alegou, ademais, que, embora tais ações ainda não tenham passado do Tribunal Federal da 1ª região, elas levantam problemas que certamente serão decididos no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Por último, expressou o desejo de que as deliberações sobre o assunto sejam tomadas com brevidade, a fim de dar mais segurança a todos os envolvidos no caso.
O depoimento seguinte foi da Dra. Roberta Amanajás, representante da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos.
A advogada dedicou seu pronunciamento a apresentar aos ouvintes a decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA) de pedir ao Brasil que suspendesse a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Antes, relatou as iniciativas da Sociedade Paraense de Direitos Humanos em busca de parcerias com organismos internacionais para fortalecer a luta pela garantia dos direitos humanos que estão sob risco em vista da construção da usina.
Relembrou encontro anterior realizado com as comunidades atingidas pela barragem, que resultou no envio da petição à OEA solicitando que fossem assegurados os princípios da Convenção Interamericana de Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário. Defendeu ser esse o instrumento adequado para a proteção dos Direitos Humanos e a consolidação da democracia nos Estados que formam a OEA, especialmente quando interesses econômicos privados desejam se sobrepor aos interesses dos cidadãos, ameaçando a própria sobrevivência dos povos envolvidos.
Entre as ameaças verificadas, a advogada citou os deslocamentos forçados, a insegurança hídrica, o aumento da pressão sobre os recursos naturais das comunidades indígenas e as migrações desordenadas. Afirmou que, diante dessas ameaças, as populações tradicionais do Xingu decidiram buscar a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e a Corte Interamericana de Direitos Humanos para pedir proteção e reclamar das falhas dos planos ambientais e do cálculo dos danos que a obra irá causar, bem como acerca da ausência de efetivas medidas de mitigação.
A decisão da Comissão foi de solicitar a suspensão imediata das obras, fato que gerou reações internas e declarações de autoridades brasileiras que desautorizam os sistemas internacionais de Direitos Humanos. Disse que a reação brasileira contrária à medida revela não só a incapacidade de o País lidar com decisões que contrariam seu pretenso senso de justiça, mas também sua imaturidade para lidar com o conceito de soberania.
A advogada lamentou o anunciado descumprimento pelo Brasil da decisão da OEA porque, entre outras graves consequências, estaria a de patentear a vontade brasileira de tratamento privilegiado, a fim de que o País possa aplicar sua concepção muito particular acerca de quais direitos humanos pretende adotar.
Diante desses fatos, solicitou ao Senado Federal, representado pela CDH, que ouvisse os argumentos técnicos do Painel de Especialistas e colaborasse para que os direitos humanos das comunidades atingidas pela UH de Belo Monte sejam de fato garantidos, mediante a observância, pelo Brasil, da decisão da Comissão de Direitos Humanos da OEA.
Em seguida, foi a vez do depoimento do Sr. Domingos, Presidente da Associação dos Moradores do Bairro Independente I.
O Sr. Domingos disse que a Comunidade que representa, embora não esteja oficialmente listada entre as atingidas, preocupa-se com os processos de indenização porque, entre outros motivos, grande parte dos moradores das regiões atingidos não possuem documento que legalize a posse e a propriedade. Esse fato irá gerar uma grande desorganização urbana no município. O depoente também chamou a atenção de todos para as dificuldades que se afiguram para que o município possa atender às demandas na área de saúde, haja vista a previsão de disponibilidade somente de 230 leitos de média complexidade e 70 de alta complexidade no Hospital Regional para uma população total de mais de 400 mil pessoas. De acordo com ele, essas condições já são insuficientes para atender à demanda da comunidade atualmente. Na sua perspectiva, repassar para a empresa Norte Energia S/A a responsabilidade pela oferta de serviços de saúde, como vem sendo feito pelo poder público em todos os níveis, significa privatizar o atendimento à Saúde e efetuar um ataque direto ao Sistema Único de Saúde, “conquista feita com o suor do povo brasileiro”.
O depoimento seguinte foi da Sra. Ana Alice, representante dos agricultores da Volta Grande do Xingu.
Ela também manifestou preocupação com a retirada dos agricultores de suas terras, porque muitos deles terão problemas com indenização por não estarem com a propriedade registrada, especialmente na localidade de Vitória do Xingu. Disse que nem o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), nem os governos locais estão tomando providência com relação a isso.
Afirmou, ainda, que os pequenos produtores da região não estão preparados e nem querem sair de suas terras. Reclamou que o poder público local alega que a hidrelétrica trará desenvolvimento para a região, desconhecendo que os agricultores trabalham há décadas por esse desenvolvimento sem contar com o apoio das autoridades. Disse que, mesmo sem estradas, educação de qualidade e saúde, os pequenos agricultores envidam todos os esforços para fazer da região uma das maiores produtoras do País.
Alegou que o repasse da execução de políticas públicas para a Norte Energia se configura chantagem contra o povo necessitado e perguntou aos presentes: “Onde estão os prefeitos que lá colocamos, os vereadores que elegemos?”.
Segundo ela, os agricultores que representa vêm sofrendo ameaças por parte dos prepostos da Norte Energia, que, por meio da empresa E-labore, entram sem permissão nas propriedades e dizem que os agricultores devem assinar autorização para que sejam iniciados os trabalhos de construção dos canteiros das obras porque “se não assinar da primeira vez, passam uma segunda, e na terceira vão ter de assinar na marra”.
Disse que os agricultores temem que a Norte Energia pressione os juízes e que estes venham a obrigá-los a deixar as terras de onde tiram sua sobrevivência. Manifestou preocupação com a falta de deliberação acerca das denúncias encaminhadas pelo Ministério Público.
Por fim, solicitou encarecidamente ao Ministério Público que ponha fim à pressão psicológica que vem sendo feita pela Norte Energia contra as famílias, “colocando pai contra filho, comunidade contra comunidade e gerando muito indignação na sociedade em geral”.
A Sra. Gracinda Magalhães, trabalhadora da área da Saúde, ao depor, manifestou preocupação com o repasse de recursos para a saúde do município, afirmando ser um dos setores de maior carência atualmente. Isso porque a migração já elevou em 25% o total da população da cidade, que deve dobrar sem que haja correspondente elevação nos recursos, já insuficientes para a população que habita a cidade.
Explicou a série de desrespeitos constitucionais verificados na área da Saúde e disse que isso ocorre há quarenta anos, desde a construção da Transamazônica, e sempre sob o mesmo bordão de que agora virá o desenvolvimento. “Ora, não há dinheiro que pague o santuário ecológico da Volta Grande do Xingu”, afirmou textualmente.
No final do seu pronunciamento, fez citação baseada na letra de música do cantor e compositor Renato Russo: se a minha voz tivesse força igual à imensa dor que eu sinto, o meu grito acordaria não só a minha casa, mas a vizinhança inteira. “Esse é meu grito para Brasília”, concluiu.
Em seu depoimento, o Sr. Lúcio, agricultor da Volta Grande do Xingu, informou ao Plenário seu inconformismo com o descaso diante de um abaixo assinado que realizou. Contou ter se esforçado para conseguir mais assinaturas (117) que o mínimo exigido (50), com a finalidade de obter uma audiência pública para discutir a construção da hidrelétrica em sua comunidade, conhecida como “Travessão”. Disse que as assinaturas foram todas desconsideradas porque a realização de mais uma audiência “atrasaria o leilão”. Exortou os presentes a continuarem a luta contra a hidrelétrica e pela dignidade.
Já o Cabo Maués, integrante do Conselho de Segurança de Altamira, disse – no início de sua explanação – considerar Belo Monte uma grande incógnita. Acrescentou, contudo, que o desenvolvimento que se anuncia é do tipo desigual clássico e que o aumento populacional já se nota, especialmente diante das deficiências no atendimento nas áreas de educação e saúde. Afirmou que o repasse de responsabilidade de implantação das políticas públicas para uma empresa privada é um atestado da incompetência dos governantes. Por fim, indagou: quem ganha ou vai ganhar com a UH de Belo Monte?
A Sra. Aldice, representante da comunidade Arroz Cru, informou – ao depor – que a área onde mora será atingida pela barragem e fica muito próxima aos canteiros de obras, que já estão sendo instalados. Contou que seu pai vive há mais de 60 anos no mesmo lugar, e que, antes, era um homem alegre. Hoje, ao contrário, ele vive pelos cantos, pensativo. A depoente afirmou categoricamente que não deseja sair de sua propriedade e não está disposta a ceder nenhum direito à empresa Norte Energia. Denunciou que, em razão disso, ela e seu pai sofrem ameaças constantes e costumam receber visitas de prepostos da empresa avisando que, se não venderem, ficarão no prejuízo. A depoente afirmou, no entanto, conhecer proprietários que venderam suas terras e não receberam nada pelas matas preservadas. Quer dizer, acreditaram na preservação do meio ambiente, e acabaram sendo expulsos e com enorme desvantagem. A agricultora anunciou que não pretende vender, nem sair nunca de suas terras. Pediu ao Senado Federal que atue em favor do embargo das obras e que permita que o rio continue a correr para sempre.
Em seu depoimento, o Sr. Virgulino, dirigente do Sindicato dos Oleiros, afirmou que sua categoria foi esquecida durante o processo de construção. Segundo ele, as famílias dos profissionais que representa não chegaram sequer a ser cadastradas como atingidas. E, no entanto, a usina irá prejudicar sobremaneira a prática da atividade. Informou que sua categoria gostaria de ter a profissão regulamentada para poder, como os pescadores artesanais, também ser amparados pelo caráter sazonal da atividade.
No depoimento da Sra. Lucinha, Conselheira Tutelar e representante do Conselho Tutelar, iniciou seu pronunciamento denunciando a falta de respeito para com os moradores da cidade por parte dos que planejam “irresponsavelmente a barragem”. Disse que essa irresponsabilidade pode ser constatada por meio do trabalho do Conselho Tutelar, que é a porta inicial dos problemas mais diversos da cidade.
Segundo ela, a situação atual da cidade já é de profunda debilidade, considerando a incapacidade de atender aos problemas atuais. Indagou como ficará, então, quando a população dobrar, conforme prevê o EIA/Rima. Informou, que nos últimos 90 dias, o Conselho Tutelar, composto por apenas cinco pessoas, desdobrou-se para atender a mais de mil solicitações, sendo a maioria delas de gente que chegou em busca de trabalho em função da usina. Contou, para ilustrar a situação, que uma das ocorrências atendidas se referia a uma criança que foi deixada na escola. Ela mesma buscou o endereço dos pais e, lá chegando, encontrou a mãe aos prantos porque, tendo chegado há apenas cinco dias à cidade, não sabia como ir até a escola.
Concluiu afirmando que a empresa que lidera a obra, a Norte Energia, precisa saber que a cidade não merece tamanha irresponsabilidade e afirmou que, “se a luta hoje é de lágrimas, amanhã poderá ser de sangue”.
Em seu depoimento, a Irmã Inez, da Congregação Franciscana, declarou ser testemunha de que todos os que ouvem a história das comunidades ribeirinhas apoiam a causa dos que se insurgem contra a usina. Ela defendeu que as populações sejam ouvidas a respeito do tipo de desenvolvimento que desejam. Disse que os defensores da usina não conhecem a Amazônia e não avaliam a perda em riquezas e biodiversidade que a obra significará, ao danificar o ecossistema propiciado pelo traçado do Rio Xingu. Em suas palavras, “água caindo noventa metros não é o que queremos de desenvolvimento”. Acrescentou, por fim, que há 40 anos a população escuta promessas de desenvolvimento. Contudo, segundo ela, o avanço ocorrido durante esse tempo resultou do “grito do povo daqui”.
A Sra. Gouveia, agricultora do Xingu, por seu turno, lembrou que as pessoas da empresa E-labore estão dentro da região conhecida como Vila Rica e que ameaçam quem não dá autorização para medir as terras. Essa terra, afirmou, foi “ganha com o suor da gente. Pagamos os impostos e não temos direitos. Não temos o direito de viver no lugar em que escolhemos viver. Jamais vou assinar a morte de minha terra. A morte do rio Xingu. Terra é água, é o que forma a minha vida”. Disse, ainda, que vive no lugar mais rico do mundo, em sua propriedade rural. Declarou ter vergonha de haver uma mulher no poder que não quer ouvir o povo, pois não recebeu o movimento Xingu Vivo para Sempre. Disse que sua terra é farta e só espera que o prefeito “tenha vergonha na cara e construa estradas”, pois elas são necessárias para o escoamento da produção. Também declarou que não interessa à população depender de firma nenhuma para desenvolver o município. “A Dilma tem que pensar que para proteger o ambiente tem que parar de inundar as florestas para produzir energia”, finalizou.
O Sr. José Aparecido, representante da Associação dos Agricultores da Volta Grande do Xingu, afirmou em seu pronunciamento que a grande preocupação dos agricultores da região é com a construção da usina. E que isso lhes tira o foco dos problemas anteriores, que incluíam a reivindicação de construção de estradas para o escoamento da produção. De acordo com ele, bastariam ações desse tipo para que os produtores locais propiciassem o desenvolvimento regional. Sustentou que as pessoas estão muito desinformadas sobre as obras e que é comum a ocorrência de ameaças contra os agricultores que resistem a deixar a empresa entrar em suas terras. Afirmou que os agricultores, responsáveis pelo plantio de mais de quatro milhões de pés de cacau, sentem-se atemorizados e desprestigiados, pois houve um grande esforço para chegar a esse volume de produção, o qual não é reconhecido pelas autoridades públicas. Declarou ver Belo Monte como um câncer sem cura, que persegue os agricultores da região, especialmente aqueles que dependem da agricultura familiar para sua manutenção e se encontram carentes de estrada, saúde e educação. Relatou que prepostos da Norte Energia estiveram na região conhecida como Campo 45 ameaçando as pessoas para que assinassem um documento o qual concedia à empresa autorização para iniciar os trabalhos em suas propriedades. Recomendou, no entanto, que os agricultores recusem a papelada apresentada e respondam sempre: “quem manda aqui sou eu, que vivo da terra, não é a Norte Energia”.
A Sra. Sônia Abreu, estudante do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Pará, comentou o estudo realizado por sua universidade acerca dos impactos sociais da obra, no qual se concluiu que a cidade entraria em colapso antes mesmo de atingir a marca de 200 mil habitantes, o dobro da população atual. Acrescentou que faltam condições de sustentabilidade social para todas essas pessoas. Disse que, como o povo de Altamira deseja desenvolvimento, estradas, saúde, a construção de Belo Monte se afigura como um verdadeiro cavalo de troia, ao mascarar os problemas que causará.
Após essas intervenções, a Mesa diretora dos trabalhos retomou a palavra para as considerações finais de seus integrantes.
A Dra. Maria da Graça Azevedo da Silva, Promotora de Justiça Estadual e Coordenadora do Núcleo de Meio Ambiente do Pará, contou que começou sua vida profissional em Tucuruí e que pode testemunhar a grande demanda ocasionada pelo desordenado crescimento populacional daquela região. Disse que um dos primeiros índices a alarmar quem lá morava foi o aumento na taxa de criminalidade. Afirmou que a Promotoria se coloca à disposição para representar as pessoas que se sentem ameaçadas.
A Sra. Antônia Melo, Líder do Movimento “Xingu Vivo para Sempre”, denunciou em seu pronunciamento o descaso da empresa responsável pela obra diante das 40 condicionantes constantes do relatório, que deveriam ser executadas antes da instalação de canteiros. Declarou que a população sofre tortura psicológica, pois é confrontada diariamente com problemas graves, como o da falta de água potável, mas vive recebendo promessas mentirosas de que a hidrelétrica trará desenvolvimento e bem estar para a região. Em vez disso, pressente que tudo irá ficar ainda pior. O fato, disse Antônia, é que a insegurança está presente entre as famílias, que, humilhadas, assinam papéis apresentados pela Norte Energia sem compreender seu conteúdo. Solicitou ao Senado Federal e ao Ministério Público que protejam os direitos das famílias que vivem sob ameaça de serem despejadas de suas terras.
Dom Erwin Kraütler, Bispo da Prelazia do Xingu, declarou sua emoção diante dos pronunciamentos que ouviu, retratando as angústias de uma gente muito simples, cheia de incertezas sobre seu futuro, que pede melhoria concreta em sua qualidade de vida, não o aviso sem significado de que o “desenvolvimento finalmente chegará”. Pediu à Senadora Marinor que faça chegar a Brasília a voz dessas pessoas.
O Dr. Cláudio Terre do Amaral, Procurador do Ministério Público Federal, pediu que a CDH lhe encaminhasse relatório contendo as denúncias de ameaças sofridas pelos agricultores, com a finalidade de adotar medidas contra as empresas que estariam cometendo tais abusos. Enfatizou que o domicílio é inviolável e que ninguém é obrigado a assinar documentos sob pressão. Afirmou, ainda, que o Ministério Público está à disposição dos atingidos para defender seus direitos constitucionais.
O Deputado Estadual Edmilson Rodrigues, por sua vez, declarou que se fortalece diante da resistência e esperança que enxerga naquela população. Testemunhou que a visita realizada aos locais que serão atingidos pela barragem demonstrou que as pessoas desconhecem o projeto e seus efeitos. Acrescentou que tais visitas também evidenciaram a situação caótica dos serviços públicos da cidade, simplesmente esgotados diante do descaso das autoridades responsáveis. Pediu para que o Ministério Público Federal e Estadual permanecessem atendendo às pessoas que veem seus direitos ignorados e que são tratadas de forma humilhante pelas empresas Norte Energia e E-labore. Aos agricultores, pediu para que ficassem unidos e sugeriu formas de aviso de modo que todos fossem informados quando um deles estivesse recendo visitas inoportunas e, assim, pudesse contar com o apoio e presença de seus vizinhos. Por fim colocou-se a disposição para, no âmbito estadual, encaminhar a luta contra a instalação da UHE de Belo Monte e pelo desenvolvimento de novas tecnologias que permitam a utilização de energia verdadeiramente limpa na Amazônia e no Brasil.
Por último, ao apresentar os encaminhamentos finais, a Senadora Marinor Brito apontou a necessidade de que as ameaças sofridas pela população sejam formalizadas. Comprometeu-se, ainda, a levar a Brasília as solicitações feitas durante as visitas e os depoimentos, além de afirmar que envidaria esforços para que as informações obtidas durante a diligência chagassem aos outros integrantes do Senado Federal. Criticou a falta de debate sobre o tema bem como o açodamento do governo federal em emitir licenças que não respeitam os prazos e trâmites legais. Por fim solidarizou-se com a população local, os povos tradicionais, indígenas e ribeirinhos, colocando-se à disposição para levar a discussão em nível nacional.

Fonte: Marinor Brito


Postado por xingu vivo para sempre às 16:49 1 comentários Carta aberta à sociedade e às autoridades públicas sobre o Comitê Gestor do PDRS/Xingu.

Movimentos sociais de Altamira, convocados pelo governo a indicar nomes compor o Comitê Gestor do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRS Xingu), não irão compor a entidade e entregam hoje, em Brasília, abaixo-assinado sobre o tema. Leia a carta:

Nós, movimentos sociais e entidades da sociedade civil, abaixo assinados, tornamos pública nossa posição a respeito do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRS Xingu). Especialmente, sobre a criação e processo de seleção de entidades que participarão de seu Comitê Gestor.

De início, consideramos equivocada a posição da Secretaria-Geral da Presidência da República em encaminhar para o Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS) uma convocatória para a seleção de entidades a compor o Comitê, sem que, antes, o Governo respondesse à Carta Aberta à Presidente Dilma Rousseff, escrita por um conjunto de organizações que compõem a Aliança dos Rios da Amazônia. Esta carta denuncia a existência de graves equívocos nos processos de planejamento e construção de uma quantidade sem precedentes de grandes hidrelétricas na Amazônia, ao mesmo tempo em que apresenta propostas para superar os problemas identificados.
Este documento foi entregue por lideranças, como o Cacique Raoni, no Palácio do Planalto, no dia 8 de fevereiro de 2011. Na ocasião, o representante da Secretaria-Geral da Presidência da República se comprometeu a encaminhar a carta para a Presidente e dar retorno em breve, como início de processo permanente de dialogo, coisa que jamais foi feita.

O silêncio também ocorre em relação aos argumentos apresentados no documento elaborado pelo Painel de Especialistas, o que delimita bem a estratégia do Estado brasileiro de ignorar os espaços de debate promovidos pelos movimentos sociais e somente convidá-los para participar quando for de interesse próprio e as condições para participação já estejam previamente estabelecidas.

As graves violações de direitos humanos relacionadas à UHE Belo Monte foram alvo de 10 ações judiciais do Ministério Público Federal e de uma representação junto a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA. Esta última teve como resultado a solicitação da paralisação das obras do Complexo, de modo que sejam garantidos os direitos dos povos indígenas de consulta e consentimento livre, prévio e informado, conforme o artigo 231 da Constituição Federal, a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho e a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

Sobre esta decisão, a postura do governo foi de negar a existência de irregularidades no licenciamento de Belo Monte, através de uma série de declarações arrogantes, cheias de informações distorcidas, feitas por autoridades do Itamaraty e outros órgãos federais, com ressonância de parlamentares da base aliada ao governo. No dia 26 de abril, o governo respondeu formalmente à OEA, afirmando que todas as solicitações do órgão já foram atendidas, o que demonstra a capacidade do governo federal de continuar mentindo, mesmo no plano internacional.

Neste contexto se insere o PDRS Xingu. Ele é parte da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), um plano de redução da desigualdade entre as regiões brasileiras e a promoção do desenvolvimento. Contudo, trata-se de uma política que se pretende “sustentável” para compensar grandes projetos hidrelétricos que produzem desigualdades sociais e degradações ambientais nos locais em que está em disputa para instalação. Esta contradição fica nítida na leitura do próprio decreto do PNDR, mais especificamente no artigo 3º, §6º, que especifica que são áreas de tratamento prioritário as “consideradas relevantes, a partir de impacto territorial previsível decorrente de investimentos estruturantes”, como da UHE Belo Monte no rio Xingu.

O PDRS foi elaborado pelo governo sem a efetiva participação da sociedade civil da região do Xingu. Cabe lembrar que o governo propõe implementar o Plano de forma sobreposta à parte da área de abrangência do Plano BR-163 Sustentável, uma experiência inovadora construída com forte protagonismo da sociedade civil, lançado em junho de 2006 e logo em seguida abandonado em favor do desenvolvimentismo convencional do PAC.

Agora, o governo federal procura arregimentar movimentos sociais e organizações ambientais para compor o Comitê Gestor do PDRS Xingu. Este órgão nada mais fará do que legitimar as ações autoritárias e ilegais que vem seguidamente se desenvolvendo ao longo de todo processo de Belo Monte.

A criação do Comitê Gestor ocorreu também sem a efetiva participação social na definição das diretrizes publicadas no Decreto N. 7.340/2010. É nítida a maneira como o governo pretende centralizá-lo politicamente ao definir, no artigo 6º, §2º do referido decreto, que sua coordenação-geral ficará a cargo apenas das vagas ocupadas pelos representantes do poder público das três esferas, alijando a pretensa paridade que poderia haver em sua composição e mostrando, mais uma vez, que a sociedade terá a função de apenas legitimar as decisões que serão tomadas pelo próprio governo.

Por outro lado, a convocatória indica que “caberá a Secretaria-Geral da Presidência da República fazer a seleção dos 16 nomes que comporão o Comitê Gestor”, o que entra em contradição com o disposto no decreto de criação do Comitê. Seu artigo 5º, §3º define expressamente que os representantes e suplentes dos movimentos sociais e organizações ambientais “serão indicados de comum acordo pelas entidades representativas dos respectivos segmentos”, condição somente possível de ser alcançada se as entidades tiverem efetiva participação no processo de seleção, e não apenas esperarem passivamente a indicação unilateral da Secretaria-Geral.

Sendo assim, informamos à sociedade brasileira e às autoridades públicas que não participaremos do Comitê Gestor do PDRS Xingu. Reiteramos a nossa convicção de que a região do rio Xingu, para se desenvolver de maneira sustentável, não precisa de mega-projetos faraônicos e autoritários como UHE Belo Monte. Conforme a nossa carta enviada à Presidente Dilma, ainda sem resposta, o que esperamos do governo é apoio efetivo para iniciativas participativas de desenvolvimento local e regional na bacia do Xingu e de outros rios da Amazônia, voltadas para assegurar a qualidade de vida dos povos indígenas, ribeirinhos, pequenos agricultores, quilombolas e outros grupos do campo e da cidade, com geração de emprego e renda, respeitando a diversidade cultural e ambiental.

Assinam a presente Carta as seguintes entidades:

Movimento Xingu Vivo Para Sempre (MXVPS)
Prelazia do Xingu
Conselho Indigenista Missionário (CIMI)
Comissão Pastoral da Terra (CPT)
Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade do Estado do Pará (MMCC)
Movimento e Mulheres Trabalhadoras de Altamira do Campo e Cidade (MMTACC)
Movimento de Mulheres do Município de Placas (PA)
Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal do Pará (Sintsep-PA)
Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará – Subsede Altamira (Sintepp-PA)
Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará – Regional Transamazônica e Xingu (Sintepp-PA)
Associação do Povo Indígena Juruna do Km 17
Associação dos Agricultores Ribeirinhos do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Itatá
Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio
Associação dos Moradores da Reserva Extrativista do Médio Xingu
Associação de Pais e Mestres Instituto Maria de Mathias
Associação de Mulheres de Altamira e Região (AMAR)
Associação Pró-Moradia do Parque Ipê
Associação dos Agricultores da Volta Grande do Xingu (Agrivox)
Associação Rádio Comunitária Nativa
Associação dos Agricultores e Ribeirinhos do PDS Tatá (AARPI)
Associação dos Padres da Regional Xingu (APREX)
Associação de Cultura Franciscana (ACF)
Associação Franciscana (ASIRFRA-PCC)
Associação da Rádio Comunitária de Altamira (ARCA)
Associação de Mulheres do Pacajá (Asmup)
Mutirão Pela Cidadania
Fundação Tocaia
União da Juventude Organizada do Xingu (UJOX)
Comitê em Defesa da Vida das Crianças Altamirenses
Movimento dos Pescadores de Altamira e Região do Xingu
Centro de Formação do Negro e da Negra da Transamazônica Xingu (CFNTX)
Centro Infantil do Bairro de Brasília
Grupo Flor da Juventude
Grupo de Mulheres do Bairro de Boa Esperança
Grupo de Moradores do Bairro Sossego
Grupo SOS Vida
Grupo de Moradores da Vila Rica da Volta Grande do Xingu
Verdiama propagação e Cultura
CRB Núcleo Xingu
Comissão Verbitas Jupic

Postado por xingu vivo para sempre


Procurador da República: Belo Monte tem muitas irregularidades

A polêmica sobre a usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, é a tônica da audiência pública que o Senado realiza pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).O procurador da República no Pará Bruno Soares Valente afirmou que “a posição do Ministério Público é bem clara: a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, está sendo conduzida de forma errada, com a prática de uma série de irregularidades”. Ele informou que já foram ajuizadas, desde 2001, dez ações civis públicas contra o empreendimento.

- Da forma como está sendo feita, essa iniciativa não pode ter continuidade – declarou ele.

Bruno Soares também disse que, para esse tipo de empreendimento, é preciso “dotar os municípios envolvidos de infraestrutura urbana que os prepare para receber o fluxo migratório de trabalhadores decorrente dos novos empregos”.

- Sem a estrutura adequada, coloca-se em risco esses locais – alertou ele.

Também presente na audiência, a procuradora de Justiça Maria da Graça Azevedo Silva apresentou argumentos semelhantes e disse que é necessário defender o meio ambiente e os direitos sociais das populações locais. Ao reiterar que as ações civis públicas em relação a Belo Monte vêm sendo ajuizadas há dez anos (desde 2001, quando o presidente era Fernando Henrique Cardoso), ela ressaltou que tais ações não se opõem a um presidente específico.

Marinor tem dito que as populações da região não foram devidamente consultadas pelo governo – a Organização dos Estados Americanos (OEA), utilizando argumento semelhante, pediu recentemente a suspensão do licenciamento da usina. Além dos possíveis impactos ambientais, a senadora também alerta para os impactos sociais da construção. Ela cita estimativas de que mais de 100 mil trabalhadores podem migrar para a região com a expectativa de encontrar emprego, quando, na verdade, a oferta total prevista seria de 20 mil postos de trabalho. Durante a audiência, Marinor se emocionou e chegou a chorar.

A reunião tem como objetivo discutir o relatório da visita à região feita pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH). Essa visita teve o objetivo de ouvir representantes das populações locais que podem ser afetadas pelas obras.

Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH)
A audiência pública foi solicitada pela senadora Marinor Brito (PSOL-PA). A reunião conta com a presença dos senadores Paulo Paim (PT-RS), presidente da CDH, Ana Rita (PT-ES), Vicentinho Alves (PR-TO) e Marta Suplicy (PT-SP), além de vários representantes de comunidades indígenas.

Fonte: Agência Senado

quinta-feira, 5 de maio de 2011

OLHA O QUE OS CARA FALAM DA NOSSA CIDADE LAAAAA FORA, Novo Progresso Sem rumo

Se passado mais de dois anos, a prefeita Madalena Hoffemam parece que não vai fazer nada mesmo. As obras que existem no município foi na maioria dos ex-prefeitos, como Neri dos Prazeres, Tony Fábio e do seu próprio marido Juscelino Alves. A educação anda a passos de Jabuti, a saúde está no leito da morte, e a ação social que foi seu grande trunfo para sua eleição, já que quando foi primeira dama fez um bom trabalho, é sem dúvida o pior desempenho de sua administração. Se não mostrar trabalho, não resta dúvida que Madalena terá uma grande decepção nas bocas das urnas.
Por outro lado, o que mais se comenta nos bastidores da política local é o fato de quem manda na prefeitura é o ex-prefeito Juscelino Alves. Este fato tem desgasto em muito a popularidade da prefeita. Bem que Madalena poderia se explicar melhor sobre esses comentários.
Enquanto Madalena agoniza, alguns candidatos já se articulam, entre eles até o ex-prefeito Tony Fábio que tenta montar um grupo para rever seu mandato de volta. Tony e outras personagens políticas são visto perambulando pelos quatro cantos do município. A intenção é claro, a prefeitura de Novo Progresso.

CURTAS

RASTRO DA FALÊNCIA

As operações impostas pelo governo federal contra o município de Novo Progresso tem deixado um rastro de miséria e desemprego. O governo que pensa atingir os madeireiros, esquece que indiretamente deixa desempregados centenas de famílias na região. Um fato é revoltante e deveria ser repensado pelas autoridades competentes. Aqui fica a minha nota de repúdio.

SEM DÓ

A falta de controle e a sujeira nas ruas do município só têm aumentado ainda mais o drama de milhares de pessoas que procuram o hospital municipal da cidade com suspeita de Dengue. As imensas filas nos corredores do hospital mostram visivelmente a dor das pessoas com o sintoma da doença.

BOM SERVIÇO

Quem vem fazendo jus aos votos que recebeu do povo foi o vereador Mauro Cesar, popularmente conhecido por RATO. O vereador petista tem cobrado principalmente do governo municipal a construção de obras dos pedidos de seu legislativo. Mauro Cesar também tem feito um trabalho constante de ação social, principalmente na saúde aonde o caos é maior.

PACIÊNCIA

Outro que tem feito cobranças é o vereador Adecio Piran do PDT. Que alias tem feito com muita paciência, já que todos conhecem o jeito que o edil sempre atuou. Piran tem batido principalmente na situação caótica que se encontram as ruas dos bairros da cidade.


posted by FRANCISCO AMARAL



A piada é a única forma possível de explicar o Brasil
Angeli

A volta de Delúbio Soares aos quadros do PT comprova o acerto da previsão feita por ele de que, no Brasil, tudo acaba em piada de salão.

No caso de Delúbio, a anedota se parece com aquela do padre e do motorista de ônibus bêbado que chegam ao céu na mesma hora.

São Pedro recebe o motorista bêbado com um sorriso largo. Abraça-o afetuosamente. Sem perguntas, manda-o entrar.

Quando chega a vez do padre, o recepcionista do céu fecha a cara. Pede ao religioso que preencha um longo questionário.

O padre abespinha-se: “Como pode ser? Ele, um notório pecador, entra direto. Eu, um servo de Deus, tenho de responder a perguntas, marcar hora!”

E São Pedro: “É o reconhecimento pelos serviços prestados. Durante as suas missas, os fiéis dormiam na igreja. Quando o motorista bêbado dirigia, todos rezavam”.

Na época em que se descobriu que Delúbio pilotava as arcas do PT como um motorista bêbado, o petismo e o governo Lula aprenderam a rezar.

Mal comparando, a volta do tesoureiro pródigo à sua velha casa equivale ao reingresso do pecador no céu.

Os porteiros do PT não ousariam barrar a entrada daquele que, atendendo às orações, manteve-se calado por tanto tempo.

Agora, o PT luta para instituir o financiamento público das campanhas eleitorais. Argumenta que a grana do contribuinte vai eliminar a corrupão.

Não vai acontecer. Mas o surto de boas intenções retóricas faz da política uma atividade que, da boca pra fora, é das mais honestas.

A pantomima como que restabelece a ordem. Pelo menos até o surgimento do próximo motorista bêbado.

Entre o gogó e o realizado, o Brasil vai ficando no mesmo lugar. Não é um país. É uma piada nova sempre esperando para acontecer. Triste, mas muito divertido.



Escrito por Josias de Souza

terça-feira, 19 de abril de 2011

Segurança Pública: Deputado se reuniu com entidades e empresários de Itaituba

Deputado debate ações com entidades e empresários Na manhã deste sábado, 16, estiveram reunidos na casa do deputado Hilton Aguiar um grupo de empresários e entidades como a CDL, ASEII (associação empresarial e industrial de Itaituba), SIPRI e sindsaúde, tratando de assuntos ligados a segurança pública. Devido o aumento nos índices de assaltos ocorridos em um curto espaço de tempo, a sociedade civil organizada por intermédio do deputado Hilton Aguiar, conseguiram agendar uma audiência pública que deverá acontecer no auditório da 19ª Seccional, na segunda-feira (18). Está confirmada a presença do Secretário de segurança pública, Luiz Fernandes Rocha, assessora de comunicação, tenente Marilene Alves, Nilton Atayde, delegado geral de Polícia Civil, major Francisco Bernardes, superintendente da Susipe, coronel Luis Cláudio Sarmanho da Costa, comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Mário Alfredo Sousa Solano, comandante geral da Polícia Militar, Dr. Orlando Salgado Gouveia, diretor geral de perícia do Instituto Renato Chaves e os deputados estaduais Alexandre Von e José Megale. Empresários pediram apoio de Hilton Aguiar

Logo, logo FHC vai afirmar: ‘Esqueçam o que escrevi’

EFE Sempre que um leitor não entende o que um articulista escreveu a culpa é de quem manuseou as palavras. Quando o autor do texto é o professor Fernando Henrique Cardoso, a obrigação de ser claro é redobrada. Incompreendido até por seus pares, FHC esfalfa-se para explicar que não renegou o “povão” no texto em que aconselhou a oposição a focar-se na classe média. A reação dos aliados irritou FHC, mas foi a troça de Lula que o tirou do sério. Ele voltou ao tema em conversa com o Painel, seção da Folha. Editada pela repórter Renata Lo Prete, a coluna traz, num par de notas, as penúltimas declarações de FHC sobre o tema. Leia: - De FHC para Lula: "Se Lula fosse um adversário leal, saberia reconhecer que não desprezo o "povão'", diz Fernando Henrique Cardoso em resposta às declarações de seu sucessor sobre artigo escrito pelo tucano. "Sou contra o que ele fez com o povo: cooptar movimentos sociais; enganar os mais carentes e menos informados trocando votos por benefícios de governo; transformar direitos do cidadão em moeda clientelista...” “...Quero que o PSDB, sem esquecer nem excluir ninguém, se aproxime das pessoas que não caíram na rede do neoclientelismo petista...” “...Desejo que Lula, que esqueceu as antiquadas posições contra as privatizações, continue usufruindo das oportunidades que as empresas multinacionais lhe oferecem, como agora em Londres". - Para terminar: Ainda FHC: "E desejo, principalmente, que Lula termine com a lenga-lenga contra ler muito e ter graus universitários, pois não precisa mais ter complexos. Virou 'doutor',". Considerando-se o suor que derrama para convencer que não quis dizer o que todo mundo diz que ele disse, FHC logo repetirá a fatídica frase que jura jamais ter dito: “Esqueçam o que escrevi”. Escrito por Josias de Souza

Sete dos 13 vereadores do PSDB-SP deixam legenda

Rodrigo Capote/Folha Os tucanos do PSDB da cidade de São Paulo protagonizaram nesta segunda (18) uma revoada. Nada menos que sete dos 13 vereadores tucanos anunciaram a decisão de se desfiliar da legenda. Alegam ter sido alijados dos cargos de direção no diretório municipal da agremiação. Meia-verdade. Os inserretos batem asas num instante em que o governador tucano Geraldo Alckmin se dispunha a entregar-lhes três posições. Ainda que a contragosto Alckmin ofereceu aos vereadores os postos de secretario-geral, segundo vice-presidente e tesoureiro-adjunto. A despeito da oferta, os descontentes debandaram. Não disseram, mas espera-se que se aninhem no PSD, o novo partido do prefeito Gilberto Kassab. O grupo dissidente achegou-se a Kassab na eleição municipal de 2008. Apoiou a candidatura reeleitoral dele, contra o então candidato Geraldo Alckmin. Decorridos dois anos, Alckmin voltou ao governo do Estado. Na semana passada, içou um de seus secretários, Julio Semeghini, à presidência do diretório municipal. Abriu-se, então, uma negociação para tentar reter na legenda os vereadores simpáticos a Kassab. Deu em nada. Na eleição de 2008, a rebelião anti-Alckmin foi insuflada nos subterrâneos por José Serra, à época o principal patrono da reeleição de Kassab. Vem daí que a revoada desta segunda levou à praça uma especulação: Serra também irá para o PSD de Kassab? A cúpula do PSDB federal assegura que não. Escrito por Josias de Souza

Assunto: Ruas esburacadas

O tema é uma das maiores preocupações dos leitores do Portal Perigo constante para motoristas e pedestres, os buracos nas vias públicas revelam o péssimo estado de conservação do asfalto das ruas sem pavimentação e do calçamento. Como se não bastasse, eles não apenas danificam o automóvel como também podem causar acidentes graves. Nos casos mais extremos formam-se verdadeiras crateras no chão, muitas vezes preenchidas com entulho e pedaços de madeira, enquanto não são tapadas pela Prefeitura. O tema é uma das maiores preocupações dos leitores do Portal “A Folha do Progresso ”. De março para cá, recebemos mais de cinqüenta registros sobre o assunto. Infelizmente enquanto a Secretaria de Obras sem preparo técnico continuar "corrigindo" nossas ruas, o problema vai continuar. Nem vou entrar na questão de como eles trabalham, mais infelizmente eles não corrigem os erros e persistem em passar a motoniveladora para mexer a terra e danificar mais ainda o problema. Só sabemos que é uma vergonha a qualidade da pavimentação em Novo Progresso, ruas parecendo uma colcha de retalhos com tantos recortes. Fazem o asfalto e esquecem a drenagem, dai refazem o asfalto e esquecem a água, refazem o asfalto e enchem os buracos com terra e assim continua, nunca resolvem. A verdade é que doa a quem doer, mais de nada adianta este serviço retrógrado dos responsáveis pela manutenção e conservação das ruas da cidade em jogar a culpa na chuva e quando é verão, eles patrolam, tampam os buracos com terra, não compactam, não jogam material correto e depois culpam o mal tempo. Para se ter uma idéia vamos locar um só buraco na cidade, em frente ao bar Esquina da Amizade, o mais antigo a 12 anos, três mandatos de prefeito e ninguém conseguiu solucionar o problema. Então para finalizar fica ai a pergunta quando e quem vai por fim a isto.? Se você quer o buraco de sua rua publicado no portal Folha do Progresso, mande no email: folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br “O tema é uma das maiores preocupações dos leitores do Portal” isto é o mínimo que podemos fazer.
Fonte/Foto: Folha do Progresso

Marcos Machado é o novo desembargador no Tribunal de Justiça

O governador, Silval Barbosa, anunciou oficialmente no fim da tarde, que o promotor de Justiça Marcos Machado, será desembargador no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Silval seguiu a decisão da maioria dos desembargadores que, esta manhã, escolheram 3 nomes indicados pelo Ministério Público, através do 5º Constitucional. A data da posse será publicada no Diário Oficial, que circula amanhã. Machado foi escolhido, segundo o governador, levando em consideração a maioria dos votos dos integrantes da lista. Ele recebeu 22 votos. A procuradora de Justiça Eunice Elena obteve 16 e a procuradora Eliana Maranhão, 14. Silval ressaltou que Machado desenvolverá um bom trabalho como desembargador. "Acredito que a Justiça de Mato Grosso ganha mais um reforço, pelo seu trabalho e dedicação, apresentando competência em suas ações", destacou. Machado já fez parte da Gestão Pública e integrou o governo Rogério Sales (que substituiu o então governador Dante de Oliveira que saiu para disputar o Senado) na Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). No governo Blairo Maggi ele foi titular das pastas de Administração, Saúde e Meio Ambiente. Nesta última, Machado foi responsável pela reestruturação da Secretaria, que antes era Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fema). Segundo Machado, a nova empreitada é uma conquista. "Esta é uma grande realização na minha vida, e espero corresponder as expectativas durante meu trabalho", finalizou. Ele ocupará a vaga de Leônidas Monteiro, que se aposentou.





Fonte: Só Notícias/Bianca C. Zancanaro (fotos: Josi Petengill e assessoria/arquivo)

Justiça mantém apreensão de gado da operação Disparada no Pará de fazendeiro de Novo Progresso

A Justiça Federal do Pará indeferiu, nesta quinta-feira (14), o pedido de tutela antecipada que pretendia suspender a apreensão e impedir a retirada de 891 cabeças de gado da fazenda Jatobá, em Altamira, no sudoeste do estado, um dos alvos da operação Disparada. Na ação, o fazendeiro requeria a nulidade das multas do Ibama por não ter participado da supressão da vegetação, pois teria adquirido a propriedade já desmatada, e argumentava a existência de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público Federal (MPF) que suspenderia os embargos existentes no imóvel. Ao negar o pedido, a juíza federal Sandra Lopes de Carvalho alegou que o autor ao tomar posse do imóvel passou a ser responsável 'não só pela manutenção da vegetação nativa ali existente, mas igualmente pela regeneração das áreas ilegalmente já desmatadas'. 'É inegável que o autor vem utilizando a área desde a sua aquisição como pasto para o seu rebanho, impedindo assim a renovação da vegetação nativa durante os quatro anos que antecederam à autuação', escreveu. Sobre a existência do TAC com o MPF, a 9° Vara da Justiça Federal considerou que não foi demonstrado o atendimento das exigências do acordo para o desembargo da área. O TAC determinava para sua validade, entre outros, que os signatários apresentassem à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) o Cadastro Ambiental Rural (CAR), a Licença Ambiental Rural (LAR) e o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas. 'A existência de CAR em seu nome, por si só, não lhe confere o direto outorgado através do instrumento de compromisso', avaliou a juíza. 'Ainda que satisfizesse tais requisitos, a regularidade da documentação ainda seria submetida à análise da Sema, que, no caso de aprovação, comunicaria ao Ibama para que então procedesse ao desembargo da área.' Ao negar a retirada dos agentes do Ibama da fazenda ocupada em Altamira, a juíza afirmou que não há ilegalidade nos procedimentos adotados na operação Disparada, pois eles derivam do exercício regular do poder de polícia ambiental da autarquia. 'Não constitui mera faculdade da administração pública, constituindo-se em 'poder-dever' que deve ser destinado a promover a proteção do meio ambiente', concluiu. Fonte: MPF

Brasil deixa de aplicar e devolve doação destinada à proteção de florestas

Auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a pedido da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle mostrou que, por ter perdido o prazo de aplicação, o governo brasileiro teve de devolver cerca de 8,4 milhões de dólares (R$ 13,3 milhões) de um total de 352 milhões de dólares (R$ 557,9 milhões) doados ao Brasil para proteção de florestas tropicais. O pedido de investigação consta da Proposta de Fiscalização Financeira (PFC) 64/08, que teve por objetivo analisar a execução dos recursos provenientes de doações de entidades ou países ao Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7), além de contratos e convênios firmados entre 2002 a 2008. O TCU concluiu que a maioria dos problemas identificados são sistêmicos e comuns a diversas outras ações governamentais. Assim, o entendimento do TCU foi de que o PPG7 cumpriu seus objetivos, mas o tribunal recomendou ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) a adoção de medidas para potencializar o aproveitamento dos recursos ainda disponíveis. Falhas de planejamento O TCU constatou falhas de planejamento e de coordenação que levaram à devolução de recursos aos doadores. Também foram constatados atrasos na análise de prestações de contas pelo MMA. “Por outro lado, observou-se que os controles internos dos projetos são, em regra, eficientes na prevenção e detecção de irregularidades, em especial devido ao acompanhamento contínuo realizado pelos doadores”, destacou o relatório. A comissão concluiu que a proposta cumpriu seu objetivo e a arquivou na quarta-feira, conforme o voto do relator, deputado Dr. Paulo César (PR-RJ). O PPG7 é financiado por doações dos países integrantes do ex-Grupo dos Sete, da União Europeia e dos Países Baixos, complementadas com contrapartidas do governo brasileiro, dos governos estaduais e de organizações da sociedade civil. Segundo o relatório, em agosto de 2009 as contribuições já contratadas ou empenhadas pelos doadores atingiam aproximadamente 436 milhões de dólares (R$ 691 milhões). Local: Internacional - AC Fonte: Agência Câmara

Comissão de Direitos Humanos do Senado visita Altamira para discutir Belo Monte

Visita será neste sábado

Integrantes da Comissão de Direitos Humanos do Senado vão visitar Altamira neste sábado, 16 de abril, para debater o projeto Belo Monte.

Também participarão da diligência movimentos sociais locais, como o Movimento Xingu Vivo para Sempre, e representantes das populações que poderão ser atingidas, como indígenas, quilombolas, agricultores familiares, ribeirinhos e moradores da periferia de Altamira. Deverão ainda ser ouvidos representantes do Ministério Público do Pará.

Às 16h haverá coletiva de imprensa, na Casa da Cultura, em Altamira.

Confira a programação:

09:00h _ Chegada dos Senadores no Aeroporto em Altamira

10:30h – Visita nas áreas urbanas que serão afetadas pela hidroelétrica de Belo Monte

13:30h – Encontro dos senadores com representantes do Ministério Público Federal, Tribunal Regional do Trabalho, Procuradores de Justiça, representantes dos movimentos sociais e outros convidados.

16:00h – Coletiva de imprensa



Local: Casa da Cultura de Altamira

Local: Brasília - DF
Fonte: MPF - Ministério Público Federal
Link: http://www.mpf.gov.br

600 processos contra policiais em dois meses

Em dois meses o número de processos contra Policiais Militares chega a 600. Desse total, só em Belém, 243 policiais se envolveram em alguma ação ilícita.

Evitar envolvimento de policiais militares em situações ilícitas tem sido uma das missões mais importantes da Corregedoria Geral da Polícia Militar do Pará. Afinar a relação entre os setores e conscientizar sobre a função de cada PM é objetivo em potencial no momento.

É que os números de processos e procedimentos (em processo não tem ampla defesa e é contraditório; e em procedimento as características predominam) instaurados contra militares são alarmantes.


Por: Reginaldo Ribeiro

600 processos contra policiais em dois meses

Em dois meses o número de processos contra Policiais Militares chega a 600. Desse total, só em Belém, 243 policiais se envolveram em alguma ação ilícita.

Evitar envolvimento de policiais militares em situações ilícitas tem sido uma das missões mais importantes da Corregedoria Geral da Polícia Militar do Pará. Afinar a relação entre os setores e conscientizar sobre a função de cada PM é objetivo em potencial no momento.

É que os números de processos e procedimentos (em processo não tem ampla defesa e é contraditório; e em procedimento as características predominam) instaurados contra militares são alarmantes. Leia mais AQUI

Por: Reginaldo Ribeiro

Amigão vence e é campeão no futsal em Novo Progresso

A copa cultura foi realizada pela radio cultura FM A equipe do amigão material para construção confirmou o favoritismo e se sagrou campeão da segunda copa cultura em Novo Progresso, perante a fortíssima equipe da drogaria catarinense, com um gol no finalzinho do segundo tempo. A competição mostrou a grande importância do esporte, para o cidadão progressense que compareceu em todos os jogos, deixando as arquibancadas do ginásio lotadas. A grade final aconteceu no ultimo sábado dia 16 de abril de 2011,entre as equipes da amigão materiais para construção e a drogaria catarinense. O confronto da final, deu mérito as duas equipes que jogaram bonito e limpo, com um jogo emocionante até o apito final do arbitro e só nos instantes finais do tempo regulamentar o time do amigão, abril o marcador e com resultado de um há zero, se sagrou campeão. A final da competição contou com a presença de varias autoridades entre elas, o secretario de finanças Michael, que vem dado um grande apoio aos eventos esportivos do nosso município e a prefeita Madalena que a frente do executivo através do departamento de esporte vem dando todo o suporte aos esportistas de Novo Progresso.A copa cultura foi realizada pela radio cultura FM através do diretor Edio Rosa e o Paulo Monteiro, departamento de esporte e a liga esportiva.




POR CJMoraes

sábado, 16 de abril de 2011

NOVO PROGRESSO OUTRA FEZ, Obra mal feita na esquina da Rua Quatro de Abril com a Marechal Candido Rondon desagrada moradores e comerciantes.

Depois de vários acidentes no mesmo local, devido a um enorme buraco, a secretaria de obras deslocou seu maquinário ao local, mas fez um trabalho bem abaixo das expectativas dos moradores e comerciantes que residem ou trabalham nas proximidades, desagradando também aos motoristas que trafegam diariamente pelo local onde a obra foi mal realizada. Segundo alguns moradores e comerciantes que ali residem ou trabalham, muitos acidentes aconteceram neste local nos últimos dias, devido a uma enorme cratera originada pela erosão de uma mina que brota de um terreno baldio logo acima da esquina das duas ruas acima citadas. Com a cratera aberta muitos carros e caminhões acabaram sendo imobilizados dentro do enorme buraco, precisando utilizar maquinas pesadas para resgatá-los, os moradores também denunciaram que uma mulher com gravidez avançada acabou caindo com sua moto dentro da cratera e acabou sendo socorrida pelos moradores, ate a viatura da policia, segundo os moradores, também acabou caindo no mesmo buraco. Atendendo as reclamações da população, a prefeitura esteve presente no local e durante a tarde do dia 12-04-2011, efetuou o concerto das duas ruas danificadas, mas os moradores e comerciantes não aprovaram a obra realizada, e novamente procuraram a imprensa para que seus descontentamentos, viesse a ser publicado. Segundo os munícipes que tem em seus cotidianos trafegar, e principalmente quem reside nas proximidades daquela esquina, o concerto ficou mal feito, a água continua armazenada no local podendo causar a proliferação da dengue, também o bueiro colocado pela prefeitura é de madeira e muito mal feito, e dois comércios que estão estabelecidos na tal esquina tiveram seus acessos comprometidos pela tal obra. Queremos acreditar que a tal obra será reavaliada pela Prefeitura municipal,e um novo concerto, este sim, melhor sucedido , venha a solucionar definitivamente o problema e atender as expectativas dos moradores, comerciantes e motoristas que diariamente utilizam aquelas ruas desfrutando do livre direito de ir e vir. www.povosdaamazonia.com.br