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terça-feira, 2 de setembro de 2014

FICHAS SUJAS EM CAMPANHA


A Lei da Ficha Limpa, ao que parece, ainda não foi admitida por muitos personagens da política brasileira como um instrumento de assepsia.


Quando mais de 1,3 milhão de pessoas assinaram o projeto de iniciativa popular para que o Congresso Nacional aprovasse uma lei inibindo a participação da candidatos corruptos em pleitos eleitorais, o distinto público imaginou que não seria votado nunca. Pois todo mundo se enganou.

O Congresso dobrou-se à vontade popular. Vergou-se a imposições éticas cobradas pela sociedade. Cedeu diante das pressões legítimas para que a legislação brasileira deixasse de premiar autores de improbidades com novos cargos eletivos.

A tramitação da Lei da Ficha Limpa foi acompanhada pelo país inteiro, tanto no Poder Legislativo como posteriormente, quando foi debatida a sua constitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo assim, homens públicos que já foram atingidos pela Ficha Limpa ainda não caíram, como se diz, “na real”. Vivem, imagina-se, no mundo de suas perdidas ilusões. E muitos continuam tranquilamente fazendo campanha, mesmo depois de decisões colegiadas terem indeferido suas candidaturas. O candidato ao governo do Distrito Federal José Roberto Arruda (PR) é um deles.

Aspirante a Excelência, ele foi condenado por improbidade administrativa por envolvimento no mensalão do DEM e já sofreu duas derrotas judiciais - uma no Tribunal Regional Eleitoral, outra no Tribunal Superior Eleitoral. Enquanto aguarda uma definição do STF, ele mantém a campanha normalmente, realizando comícios, fazendo encontros com militantes e com associações comerciais, abrançando criancinhas e se dizendo, obviamente, inocente das acusações que lhe são imputadas. Em evento realizado um dia após o revés na Justiça Eleitoral, Arruda se disse vítima de um golpe e chegou a afirmar que “as chibatadas doem”, mas que continua “na luta”.

Pode isso? Podem as aparições públicas com motivação eleitoral? Não pode. O Ministério Público Eleitoral já pediu à Justiça Eleitoral que proíba todos os atos de campanha comandados pelo candidato. Em petição, o procurador-geral Eleitoral, Rodrigo Janot, afirmou que “a realização de campanha só é permitida àquelas que possuem registro de candidatura”. “Os candidatos que tiverem os registros indeferidos ou cancelados em virtude de uma causa de inelegibilidade não poderão realizar campanha eleitoral”, prosseguiu o chefe do Ministério Público, que pediu ainda o imediato cancelamento do registro de candidatura do candidato pelo PR.

Janot considerada que a continuidade da campanha de Arruda pode resultar na substituição do candidato às vésperas das eleições, o que prejudica “o direito dos eleitores de conhecer aqueles que estão confiando seus votos”, além de trazer “enormes prejuízos à segurança jurídica e à tranquilidade que devem conduzir as eleições”.

“É que o candidato não concorre, nesse caso, por sua conta e risco, mas à conta e risco do direito dos eleitores em vivenciarem um processo eleitoral transparente e baseado na segurança jurídica, o que é inadmissível”, disse o procurador.

Ressalta ainda que os embargos de declaração apresentados ao TSE não possibilitam a reanálise do caso, o que torna “indiscutível” a decisão da corte, e que o recurso impetrado no Supremo Tribunal Federal “está desassociado da jurisdição eleitoral”, o que permitirá que o TSE já solicitasse providências em relação à candidatura de Arruda.

A manifestação da Procuradoria Geral Eleitoral é didática. Indica de forma clara que as leis existem para ser cumpridas. Quando não o são, seus destinatários, ou seja, aqueles que devem sofrer sanções por não adequarem suas condutas às regras prescritas, iludem-se de que poderão continuar impunes, como sempre estiveram.

O Liberal Digital!

ARTE AMAZÔNICA CHEGA À ALEMANHA


GRAFISMO ARTISTA PLÁSTICO PARAENSE LEVA CUIAS E PINTURAS INDÍGENAS PARA CENTROS DE EXPOSIÇÃO

A manifestação artística dos índios da floresta amazônica ultrapassou as fronteiras nacionais e está sendo valorizada na Alemanha. Essa exportação se deve, em grande parte, ao trabalho do artista plástico Edivaldo Kirsch. Paraense, nascido na Ilha do Marajó, e residindo na cidade alemã de Frankfurt há mais de três anos, ele é um grande estudioso da cultura indígena e de sua grafia em cuias e pinturas corporais. De passagem por Belém, ele busca o financiamento para uma obra que fala um pouco sobre as histórias contadas através de cada desenho geométrico elaborado nos elementos indígenas.


Amostra de pintura acrílica sobre tela com motivos indígenas que fez parte da exposição na Europa

“Já fiz alguns contatos e estou aguardando o fechamento para conseguir o financiamento para o livro. Será uma obra sobre a história indígena e a história contada em grafismo. Não existe nada, ainda, mas sei que é possível contar a história por seus símbolos geométricos. Já levei a proposta para a Alemanha e eles lá têm esse interesse. Estou fazendo a ligação entre os dois países”, explicou Edivaldo. Apaixonado pelas manifestações artísticas indígenas, ele entrou em contato com algumas tribos mais próximas de Belém, com as quais já havia trabalhado anteriormente, e agora aguarda também a liberação por parte delas.

O amor pela cultura indígena é algo que acompanha o artista plástico bem antes da escolha pela profissão. Ex-aluno de Educação Artística da Universidade Federal do Pará (UFPA), desde muito jovem entrou em contato com integrantes de tribos amazônicas. A irmã de criação dele é indígena, da tribo Assurini, e casou com um integrante da tribo Kayapó. Sua mãe era enfermeira e a única responsável por trazer ao mundo os filhos do casal. Um dos filhos é afilhado de Edivaldo, o que o aproximou ainda mais de toda a movimentação que norteia a cultura indígena. Após entrar na faculdade, a paixão por essa expressão artística aumentou ainda mais: “Na universidade comecei a misturar técnicas tradicionais com as da floresta. Hoje, trabalho com resinas e elementos naturais, associando a arte plástica acadêmica aos objetos tradicionais indígenas”, explica.

A ascensão do outro lado do Atlântico veio justamente pela sua pesquisa de arte e grafia indígenas. Enquanto cursava a graduação, começou a trabalhar no Museu Emilio Goeldi e no Instituto de Etnobiologia da Amazônia (Inea). Lá, conheceu um pesquisador americano que  levou seu trabalho para a Alemanha. Desde então, realizou várias exposições naquele país e em outros da Europa, até fixar residência em Frankfurt, em 2011.

Ao sentir o grande interesse da Alemanha por sua pesquisa de grafia e arte indígena, montou a proposta do livro e levou adiante para alguns alemães, que foram muito receptivos. Para Edivaldo, o livro é um projeto bastante pessoal que está ligado a sua profissão e às suas origens: “A ideia é fazer o livro acontecer. Isso está ligado a minha origem e a minha formação como educador artístico e artista plástico. Acredito que você preservando o índio, você preserva a mata. O grande desafio é manter o índio em sua terra”, disse.

Além do livro, Edivaldo também elabora outros projetos na Alemanha. Um deles é o “Movimento Livre - Êngockê”, que ele desenvolve em Frankurt ao lado de um amigo também brasileiro. O projeto propõe uma mistura entre música e artes plásticas, aguçando a audição, visão e tato do público - que pode ver as obras, ouvir música e ainda pintar o corpo com grafismo. “Ao mesmo tempo em que estou produzindo, também toco. Faço pintura e a música continua acontecendo. É todo um movimento livre, por isso o nome”, diz ele. O projeto não tem data para chegar a Belém, mas já foi apresentado na Aústria.


O Liberal Digital!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

NOTICIA DE BELTERRA

MP ajuíza ações contra prefeita de Belterra por atraso de salários


dilma
O MP (Ministério Público) do Pará em Santarém ajuizou duas ações civis públicas (ACP) contra o município de Belterra, por conta de atraso de pagamento de funcionários públicos.

A primeira ACP requer a execução de TAC (Termo de Ajuste de Conduta) e a segunda, o bloqueio de 60% das contas do município para garantir o pagamento.
No início do ano de 2012, o MP instaurou procedimento administrativo após tomar ciência do atraso de pagamentos dos servidores de Belterra, do quadro das secretarias de Educação e de Saúde.
Durante a instrução, a prefeita Dilma Serrão (PT – foto) reconheceu o atraso e assinou um TAC comprometendo-se a pagar os servidores da saúde até 16 de maio de 2014, e da educação até 4 de junho de 2014.
O TAC não foi cumprido, continuando os atrasos, o que levou a promotora de justiça Maria Raimunda Tavares a ingressar com Ação de Execução de Obrigação de Fazer, para garantir o cumprimento das cláusulas do acordo, que prevê multas pessoais contra a prefeita em caso de descumprimento.
A primeira ACP requer que a Justiça determine a execução das multas previstas no acordo, que somam R$ 295.106,45, com valores corrigidos até 5 de agosto de 2014. Caso seja determinado o pagamento, a ser depositado em juízo, o valor deve ser atualizado até a data da quitação. Não sendo efetuado o valor do débito, pede o MP a nomeação dos bens à penhora, da titular da prefeitura.
Bloqueio de verbas
A segunda ação foi ajuizada após a constatação que não somente os servidores da saúde e educação estavam com salários atrasados, como também os das secretarias de Promoção Social, Agricultura e Meio Ambiente, fato denunciado em reunião realizada com o MP no dia 19 de agosto, pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belterra.
“É forçoso registrar a lamentável situação de penúria dos servidores públicos municipais”, diz a ACP.
De acordo com a ACP, Belterra arrecadou, até o mês de junho de 2014, a título de FPM (Fundo de Participação do Município), R$ 3.854.091,56. Ainda no ano de 2014, até o mês de junho, recebeu R$ 5.017.425,27 de recursos exclusivos do Fundeb. Além disso, no ano de 2014, até o mês de junho, a título de recursos destinados à área da Educação, recebeu R$ 3.584.057,34. Também no ano de 2014, até o mês de junho, em recursos destinados à área da Saúde, recebeu R$ 1.425.478,81. Os dados estão no Portal da Transparência do governo federal.
Ressalta o MP que “não há qualquer justificativa plausível para o atraso dos salários dos servidores”, já que os recursos são repassados mensalmente e são suficientes, “caso essa fosse a prioridade e a real intenção do gestor municipal”.
A ação pede concessão de liminar que determine o bloqueio de 60% de todas as receitas do município creditadas em contas bancárias da prefeitura, e que sejam liberadas tão somente para pagamento dos salários dos salários correspondentes aos meses de atraso. O limite de 60% é o máximo estabelecido na legislação para despesas com pessoal nos municípios.
Requer ainda que seja requisitado ao secretário municipal de Administração e Finanças lista com nomes completos de todos os agentes públicos municipais com salários em atraso, com função e lotação. Ao final, requer a condenação do reú em definitivo para efetuar o pagamento dos salários.
Com informações do MP do Pará/Baixo Amazonas

http://www.jesocarneiro.com.br/belterra/mp-ajuiza-acoes-contra-prefeita-de-belterra-por-atraso-de-salarios.html#more-66378

Itaituba/PA: polícia militar prende quadrilha acusada de arrombamento


DUAS LOJAS FORAM ARROMBADAS PELO BANDO NA MADRUGADA DE SÁBADO.

A prisão aconteceu por acaso, quando uma guarnição da Polícia Militar dava atendimento a uma ocorrência de poluição sonora. O comandante da guarnição relata que a equipe chegou ao local e suspeitou da atitude do grupo, que estava com vários objetos novos.


A guarnição também descobriu que o bando havia arrombado duas lojas na travessa João Pessoa, entre a 14ª e a 15ª Ruas, de onde foram levados vários objetos, incluindo máquinas fotográficas, leitores de cartão e caixas de som. No local, não houve maiores detalhes, mas a polícia conseguiu localizar os ladrões ao averiguar outra situação.


Foram presos pela PM: Manoel Alves do Nascimento Filho, 18 anos, Jeremias Nascimento de Sousa, 22, e Odirley Martins Mendes, 26, além dos adolescentes A. P. S., 17, e F. K. F., 14. Jeremias, que também é conhecido por “Jereba”, seria o líder do bando. Ao serem apresentados ao plantão da Seccional de Polícia, os acusados confessaram a participação nos arrombamentos, mas não quiseram gravar entrevista.

Segundo a polícia, alguns integrantes do bando já são velhos conhecidos dos registros policiais, principalmente “Jereba”, que já teve envolvimento em vários delitos de menor potencial ofensivo, mas também é suspeito de envolvimento em crime de homicídio.

Fonte: Tapajós em Foco

AQUI ACONTECEU VIROU NOTICIA EM PRIMEIRA MÃO

Apuí/AM: grupo armado rouba agência bancária e explode carro em estrada.

Homens armados e encapuzados fizeram cerca de 20 pessoas reféns durante assalto a uma agência bancária no município de Apuí, distante 453 km de Manaus, na tarde desta segunda-feira (1º). O grupo conseguiu fugir após efetuar disparos e queimar um carro em uma ponte. Um morador de uma residência próxima ao banco foi baleado. A polícia da capital enviou reforçou para as buscas. O valor roubado ainda não foi informado.   

 
Cerca de 20 clientes foram feitos reféns em Apuí (Foto: Ivanir Valentin/TV Amazonas )
Segundo testemunhas e reféns, cerca de cinco homens entraram na agência e anunciaram o assalto por volta das 13h. Os clientes ficaram sob a mira de armas por aproximadamente uma hora. A polícia informou que a agência foi destruída e durante a fuga os suspeitos atiraram contra policiais. Um homem que estava na rua chegou a ser atingido em uma das pernas e nádegas.

Reféns foram liberados pelos suspeitos durante assalto (Foto: Ivanir Valentin/TV Amazonas)
Moradores do município relataram que os suspeitos fugiram em uma picape modelo S10, com placa do estado de Mato Grosso. Durante a fuga, a cerca de 5 km do local do assalto, o veículo foi incendiado, na Ponte do Juma, que liga Apuí ao município de Humaitá. Os moradores removeram o carro e liberaram a ponte após alguns minutos. Os suspeitos seguiram em um carro modelo Saveiro roubado.

Parte dos reféns foi liberada ainda no banco e outros quando o veículo foi incendiado. A polícia de Apuí, Humaitá e policiais da Companhia de Operações Especiais (COE) participam das buscas pelos suspeitos.

Leandro Tapajós
G1 AM*

MAIS NOTICIA DA COMUNIDADE DE CRIPORIZINHO

Famílias atingidas pelo incêndio no creporizinho terão apoio da assistência social

A prefeita Eliene Nunes enviou equipe de trabalho para acompanhar as famílias que foram vítimas do incêndio ocorrido na comunidade garimpeira de Crepurizinho na sexta-feira (29).

A comunidade garimpeira de Crepurizinho viveu momentos de desespero no fim da tarde de sexta-feira. A venda de combustíveis conjugada com residências e comércios muito próximos um do outro provocou uma verdadeira tragédia. Ao todo foram 10 residências que foram totalmente destruídas pelo fogo, sendo que a maioria também abrigava ponto comercial. Padaria, loja de peças, compra de ouro, alimentos, tudo foi consumido pelas chamas.

Ainda na tarde de sábado era possível ver fumaça entre os escombro. A assistente social da SEMDAS e defesa civil do município, Luziane Mota, fez o levantamento dessas famílias que perderam quase tudo, inclusive documentos pessoais. Os dados serão enviados para defesa civil do estado onde vai se pleitear auxilio para essas famílias.

O secretário de meio ambiente, Walfredo Marques, destacou a problemática registrada em várias comunidades garimpeiras, que é a venda de combustíveis dentro de residências. A  principio uma medida educativa deve ser adotada.


















ASCOM-PMI

USO EXAGERADO DAS ‘TELINHAS’ PODE INSENSIBILIZAR CRIANÇAS


ESTUDO QUESTIONA USO EXCESSIVO DE TABLETS E CELULARES POR CRIANÇAS

O uso exagerado de equipamentos digitais pode atrapalhar a capacidade de crianças em reconhecer emoções de outras pessoas

Um estudo da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, indica que o uso exagerado de equipamentos digitais pode atrapalhar a capacidade de crianças em reconhecer emoções de outras pessoas.

Pesquisadores do departamento de psicologia observaram 105 alunos de 11 e 12 anos, divididos em dois grupos, e perceberam que depois de cinco dias sem acesso às telas de celulares, tablets ou televisores, eles passaram a identificar emoções muito melhor.

No estudo publicado na revista especializada “Computers in Human Behaviour”, os psicólogos afirmam que o efeito da mídia digital pode ser muito mais danoso que se imagina. “Muitos olham para os benefícios da mídia digital na educação, mas não há muitos que estudam o custo disso”, afirmou uma das autoras da pesquisa, Patricia Greenfield. “Sensibilidade reduzida diante de sinais emocionais, ou uma certa perda da capacidade de entender as emoções dos outros, é um deles”, disse. Ela diz ainda que a troca da interação interpessoal pela interação via telas parece estar reduzindo o “traquejo social”.

Os alunos da rede pública californiana foram separados em dois grupos: 51 passaram cinco dias no Instituto Pali, um acampamento para ciência e natureza cerca de 110 km a leste de Los Angeles, enquanto os outros 54 continuaram em sua escola em Los Angeles (eles também passaram cinco dias no acampamento depois do estudo).

O acampamento não permite o uso de equipamentos eletrônicos, o que muitos alunos acharam difícil nos primeiros dias. No entanto, a maioria se adaptou à situação rapidamente.

No início do estudo, ambos os grupos tiveram avaliada a capacidade de reconhecer emoções em outras pessoas através de fotos e vídeos. Depois de cinco dias no Instituto Pali, os 51 alunos apresentaram uma melhora significativa nesta capacidade. Já os que continuaram imersos nas “telinhas” não tiveram grande melhora. “Não se pode aprender a ler sinais não-verbais a partir de uma tela da mesma forma que se aprende na comunicação cara a cara. Sem essa prática, perde-se importantes habilidades sociais”, disse outra autora do estudo, Yalda Uhls.

O conselheiro do governo britânico para questões de infância, Reg Bailey, também recentemente criticou o uso excessivo de equipamentos eletrônicos. Para ele, os pais estão deixando as “telas assumirem o controle” e recomendou que as famílias passassem mais tempo conversando. Bailey afirmou que as famílias deveriam considerar “refeições sem-telinhas” para estimular o contato pessoal.

Fonte: UOL

EMATER OFERECE INTERCÂMBIO TÉCNICO PARA FRUTICULTORES DO OESTE PARAENSE


Fruticultores de Belterra, Mojuí dos Campos e Santarém excursionaram para Igarapé-Açu, Tomé-Açu, Dom Eliseu, Belém e Marituba
 

Fruticultores de Belterra, Mojuí dos Campos e Santarém

Doze fruticultores, membros da Central de Frutas do Tapajós (Cfrutap), que reúne os municípios de Belterra, Mojuí dos Campos e Santarém, no oeste do Pará, realizaram uma excursão técnica, organizada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), entre os dias 25 e 29 de agosto, aos municípios de Igarapé-Açu, Tomé-Açu, Dom Eliseu, Belém e Marituba, para aprofundarem conhecimentos e trocarem experiências com outros produtores de fruticultura irrigada, Sistemas Agroflorestais (SAFs) e agroindústrias, que trabalham especialmente com as culturas de açaí, goiaba, banana, cupuaçu, cacau e taperebá.

Os participantes conheceram peculiaridades da fruticultura no nordeste paraense. Para Marcelo Jares, supervisor adjunto do escritório regional da Emater em Santarém, o cronograma foi estabelecido para oferecer informações aos visitantes. “No oeste do Estado eles já usam tecnologias especializadas para fertilização associada à irrigação, a fertirrigação – uma tecnologia agrícola israelense. Agora, eles já pesquisam sobre a fertinutrição, que suplementa a planta apenas com os nutrientes necessários, verificados após análise em laboratório”, explicou.

Durante as visitas, no Polo Belém da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Amazônia Oriental), os agricultores conheceram pesquisas voltadas à seleção genética do açaí e para os SAFs, com ênfase nas variedades mais aceitas pelo mercado.

No município de Tomé-Açu, eles viram a aplicabilidade desses sistemas. “Em Igarapé-Açu eles tiveram uma noção do mercado do açaí irrigado, e em Dom Eliseu puderam acompanhar o desenvolvimento de projetos exitosos com a goiaba”, informou Marcelo Jares.

Beneficiamento – Na Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (Camta) os representantes da Cfrutap fortaleceram a experiência cooperativista nas áreas de gestão e verticalização da produção pelo beneficiamento das frutas. “Na Camta os visitantes conheceram as unidades de fabricação de polpa de frutas, de processamento de óleos e de compostagem de resíduos da indústria, além do viveiro de mudas e da fruticultura nos SAF. Foi muito proveitoso”, afirmou o técnico da Emater.

Para o produtor rural Percílio Pergo, a visita permitiu aprofundar os conhecimentos sobre a cultura do açaí. Atualmente, ele produz em quatro hectares de terra fertirrigada. “Ainda pretendo voltar para ver as sementes de açaí melhoradas de Igarapé-Açu, a fim de potencializar a produção no oeste do Estado. Minha meta é passar de 10 toneladas por hectare do fruto para até 25 toneladas”, disse o agricultor.

A atividade, que foi coordenada pela Emater, contou com a parceria da Embrapa, do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor) e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PA), além do apoio das prefeituras. As visitas técnicas foram encerradas no escritório central da Emater, em Marituba (Região Metropolitana de Belém), com uma avaliação da iniciativa e informações sobre crédito rural.

“Nosso objetivo maior é a assinatura, ainda este ano, de um termo de cooperação técnica entre esses parceiros, incluindo a Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará) e a Sagri (Secretaria de Estado de Agricultura), para consolidar o desenvolvimento da Central de Frutas do Tapajós, e assim aumentar e melhorar a produção desses fruticultores, disponibilizando pesquisa, fomento e assistência técnica e extensão rural”, reiterou o supervisor adjunto da Emater em Santarém.


Fonte: Agência Pará

OPERAÇÃO CONTRA DESMATAMENTO CONFIRMA IMPORTÂNCIA DA MANUTENÇÃO DO IBAMA EM TUCURUÍ, DIZ MPF

Ibama pretende fechar escritório na região, mas MPF cobra realização de estudos de impactos

Operação de combate ao desmatamento realizada no último dia 20 detectou oito áreas de desmatamento ilegal nos municípios de Tucuruí, Baião e Pacajá, na região sudeste do Pará. Houve fiscalização em carga de madeira e apreensão de motosserras, informa o escritório regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Tucuruí.

Além do Ibama, participaram da operação servidores do Ministério Público Federal (MPF), secretaria municipal de Meio Ambiente de Tucuruí e Polícia Militar, com cooperação do comandante da IV Companhia de Policiamento Regional, coronel Pedro Paulo Barata. A fiscalização foi realizada no eixo da rodovia Transcametá, na região do projeto de assentamento Cururuí, e em estradas próximas.

Para o MPF em Tucuruí, além de promover a preservação ambiental a atividade demonstrou a necessidade de permanência do escritório regional do Ibama no município. Em 2013, o MPF conseguiu no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) decisão provisória que obriga o Ibama a manter as atividades da unidade avançada do instituto no município de Tucuruí.

Antes de entrar com ação na Justiça, o MPF tentou uma solução conciliatória para a questão. Foram encaminhadas à presidência do Ibama, em Brasília, e à superintendência regional do órgão no Pará recomendações para que a decisão da autarquia de desativar o escritório em Tucuruí só fosse tomada após a realização de estudos sobre os impactos socioambientais dessa desativação.

O MPF também promoveu, no município, audiência pública em que órgãos públicos e organizações sociais reivindicaram não só a manutenção do escritório do Ibama mas também a reestruturação e modernização da unidade, para tornar a autarquia mais presente e eficiente na região. Como a autarquia não atendeu aos pedidos do MPF, de pesquisadores, organizações sociais e cidadãos em geral, o caso foi levado à Justiça.

Atuação criminosa

Em alguns dos pontos de desmatamento fiscalizados foi detectado que a exploração ilegal da madeira é feita à noite, para dificultar o trabalho dos fiscais, informa o chefe do escritório regional do Ibama em Tucuruí, Antônio Zildomar de Oliveira.

Segundo ele, nesses locais as trilhas que avançam em meio à floresta foram feitas com o uso de tratores de esteira. Tratores de pneus foram usados para a colocação das toras em caminhões que transportam o material até serrarias da região, onde a madeira é beneficiada.

A suspeita da equipe de fiscalização é que a legalidade da madeira que chega às serrarias seja forjada por meio de fraudes no sistema de controle de créditos florestais. Os créditos falsos viriam de planos de manejo existentes na região.

Segundo Oliveira, são planos de manejo que recebem mais créditos florestais do que a capacidade que têm de produção. Esse excedente de crédito é o responsável pelo “esquentamento” ou acobertamento da madeira extraída de forma ilegal.

“Em todos esses casos é necessário um monitoramento posterior, para mensuração das áreas a partir das próximas imagens de satélite do local, com posterior identificação e autuação dos responsáveis”, explica o chefe do Ibama em Tucuruí. De acordo com ele, caso os responsáveis pelo desmatamento ilegal não sejam identificados, as áreas serão embargadas com responsabilidade desconhecida.

Processo nº 0004937-50.2013.4.01.3907 – Justiça Federal em Tucuruí


Fonte: MPF – Ministério Público Federal

BLAIRO MAGGI FAZ DURAS CRITICAS A PRESIDENCIÁVEL MARINA SILVA

O senador Blairo Maggi, um dos líderes nacionais do PR, fez duras criticas a presidenciável Marina Silva (PSB), há poucos dias, durante encontro da FMC -multinacional do agronegócio- realizado na Argentina, com participação de produtores, economistas e alguns políticos brasileiros. Blairo classificou Marina como "Messiânica, personalista, teimosa e dissimulada".  Blairo estava na platéia assistindo as palestras sobre perspectivas da economia brasileira e fez uma pergunta. Ele se apresentou como produtor rural e expôs em público o que antes vinha dizendo em conversas reservadas. "Se eleita, a única promessa que espero que ela cumpra é que não concorra a um segundo mandato, porque ela será um desastre para o nosso setor. Vi como age quando foi ministra", informa a revista Globo Rural. Com Marina,  Blairo acredita que "não haverá refresco" contrapondo-se à opinião dos ex-ministros da Fazenda Mailson da Nobrega e da Agricultura Roberto Rodrigues.

Quando foi governador, entre 2004-2008, Marina comandou o Ministério do Meio Ambiente, no governo Lula, quando foram feitas algumas operações ambientais em Mato Grosso combatendo derrubadas ilegais de florestas para expansão da atividade agrícola e pecuária. Blairo, um dos maiores produtores do país, fez, à época, duras criticas a Marina. A ex-ministra e Blairo inclusive bateram boca, em Sinop, onde Marina desembarcou para acompanhar, de helicóptero, o andamento da operação que resultou em fazendas embargadas e com várias multas aplicadas aos proprietários, conforme Só Notícias informou.

Mailson e Rodrigues avaliaram que Marina Silva tem grandes chances de ser a nova presidenta e que deve compor preferencialmente com o PSDB para obter governabilidade, uma vez que o candidato Aécio Neves tem chances muito reduzidas. Nesse caso, o setor do agronegócio não deveria temer radicalismos por parte da ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula. Ela é inflexível, dura, mas quando há um acordo, ela cumpre", disse Roberto Rodrigues.

Ainda de acordo com a Globo Rural, antes de caracterizar Marina como uma "esfinge a ser desvendada", e Dilma como "mais do mesmo", Nobrega  traçou para os produtores rurais um cenário pessimista da economia, com inflação acima da meta, baixo nível de crescimento ou até mesmo estagnação, desemprego crescente e timidez nas reformas necessárias ao país, entre elas a tributária.

Mailson da Nobrega chegou a dizer que, de todos os candidatos, qualquer um que ganhasse seria "melhor que Dilma Rousseff". Roberto Rodrigues, ex-ministro no governo Lula, destacou que pela primeira vez os principais candidatos se aproximaram do agronegócio, e que todos se mostraram interessados nos temas do setor. Disse que Aécio Neves seria o mais preparado.


31/08/2014 - 22:40

Fonte: Só Notícias (foto: Só Notícias/Marcilio Azevedo/arquivo)

BR-163 Insustentável

BR-163 Insustentável

BR-163 Insustentável

No comando do Ministério do Meio Ambiente no primeiro governo Lula, Marina Silva teve no plano ‘BR-163 Sustentável’ a principal tentativa para evitar o desmatamento causado por estradas na Amazônia. A reportagem da Folha foi ao interior do Pará para checar o que ocorreu com o plano

MARCELO LEITE ENVIADO ESPECIAL A NOVO PROGRESSO (PA)
31/08/2014
Virou fumaça, ou poeira, o plano “BR-163 Sustentável”, principal tentativa de Marina Silva quando era ministra de Lula para evitar o desmatamento induzido por estradas na Amazônia. Não se vê outra coisa -pó e fumaceira- nos cerca de 200 km que ainda falta pavimentar da rodovia no sudoeste do Pará.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) lançou há 11 dias o alerta de que cresceram 320% os focos de queimadas no Pará em 2014, até o último dia 19, em comparação com o mesmo período do ano passado. A maioria ocorreu na área da BR-163, nos municípios de Altamira, Itaituba e Novo Progresso.
A reportagem da Folha percorreu, por quatro dias na penúltima semana de agosto, os cerca de 400 km entre Itaituba e Novo Progresso, dos quais pelo menos 150 km ainda são de terra. Melhor dizendo: 150 km de buracos, areiões e atoleiros, que obrigam as carretas de soja ou milho a trafegar a meros 4 km/h em alguns trechos.
Faz oito anos que o governo Lula decidiu asfaltar os quase mil quilômetros do trajeto paraense da BR-163. A estrada ainda está incompleta, mesmo recebendo dotação orçamentária de R$ 1,5 bilhão nos últimos cinco anos. Deve ficar pronta em dezembro de 2015.
A rodovia, também conhecida como Cuiabá-Santarém, tem por principal função escoar a safra de grãos de Mato Grosso pelo norte, via rio Amazonas, em vez de seguir para os longínquos portos ao sul (Santos e Paranaguá).
Caminhões com toras de madeira ilegal apreendidas pelo IBAMA na região de Novo Progresso (PA)Lalo de Almeida/Folhapress

Desmatamento e clima


Em 1999, quando o governo FHC planejou pavimentar a BR-163, temia-se um salto nas taxas de desmatamento (80% dele ocorre ao longo de rodovias amazônicas). Se 30 km fossem derrubados de cada lado da estrada, só a Cuiabá-Santarém redundaria em 60 mil km² de corte raso, ou três Estados de Sergipe.
Na área de influência da BR-163, até o ano 2000 haviam sido desmatados 15.665 km². No segundo ano do primeiro governo Lula, em 2004, atingiu a cifra alarmante de 1.908 km², baixando em seguida para um patamar em torno de 500 km² ao ano entre 2010 e 2012. Em 2013, contudo, saltou para 728 km². Os usos da terra (desmatamento e agropecuária) ainda representam cerca de 60% das emissões de dióxido de carbono (CO₂) do Brasil. Já foram responsáveis por três quartos do CO₂, o principal gás agravador do efeito estufa e da mudança climática, mas essa forma de poluição recuou muito com a queda nas taxas de desmatamento observada desde 2004.
Foi em 2004, quando a atual candidata a presidente Marina Silva (PSB) ainda era do PT e encabeçava o Ministério do Meio Ambiente, que começou a esboçar-se o “BR-163 Sustentável”. O plano era tornar o Estado mais presente na região, levando fiscalização, regularização fundiária, crédito e apoio técnico para uma produção agropecuária menos devastadora.