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quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Falhas na fiscalização fazem o Brasil perder R$ 16 bi em impostos de mineração, aponta TCU

 

 

Estima-se que o Estado brasileiro deixou de arrecadar, em oito anos, cerca de R$ 16,4 bilhões em impostos da mineração por causa de falhas na fiscalização e na cobrança dos impostos do setor. O valor sonegado – que poderia ir para saúde e educação públicas – representa cerca de 55% do déficit primário previsto pelo governo para este ano, estimado em R$ 28,3 bilhões.

Nesse cenário, o Tribunal de Contas da União (TCU) cobrou que a Agência Nacional de Mineração (ANM) adote medidas e ações para minimizar o problema da sonegação na mineração, setor que representou entre 2,5% e 4% do PIB brasileiro nas últimas décadas.

O plenário do TCU determinou, entre outras medidas, que a diretoria-geral da ANM apresente, no prazo de 60 dias, um plano de ação para desenvolver um sistema de arrecadação e cobrança dos tributos da mineração. “E colocá-lo em pleno funcionamento no menor prazo possível, detalhando prazos para implementação de cada módulo do sistema”, diz o documento do Tribunal sob a relatoria do ministro Benjamin Zymler.

O ministro relator concluiu que a arrecadação da mineração depende essencialmente da boa-fé das empresas. “Porém, não existem instrumentos para persuadi-los, uma vez que a estrutura fiscalizatória da ANM é incapaz de gerar a expectativa de controle no setor regulado e, mesmo após as poucas fiscalizações, não se logra efetividade na cobrança”, disse. Zymler.

O TCU destacou ainda que a auditoria foi limitada por falhas nos sistemas de tecnologia de informação da ANM. “Não existem, por exemplo, procedimentos automatizados de cruzamento de dados da arrecadação com informações do relatório anual”, informou.

O diretor do Observatório da Mineração e mestre em desenvolvimento sustentável pela Universidade de Brasília (UnB), Maurício Ângelo, lembrou que os minerais são recursos finitos e que, de acordo com a Constituição, essa é uma riqueza do Estado brasileiro e que deve ser revertida em benefício da sociedade.

“É absurdo que o país deixe de arrecadar bilhões e bilhões sistematicamente porque a ANM não tem equipe e estrutura adequada, além de não ter independência em relação às empresas. As mineradoras também acabam fazendo o lobby e usam inúmeras estratégias para não pagar os valores devidos. Enfim, são subterfúgios jurídicos, fiscais e tributários que as empresas usam”, completou.

O TCU também alertou os ministérios de Minas e Energia (MME); da Gestão e Inovação (MGI) e comissões da Câmara e do Senado de que a falta de estrutura da ANM inviabiliza a fiscalização do setor. “Há indícios de que os ganhos advindos da estruturação da ANM superam, em larga margem, o investimento necessário em recursos humanos e na modernização dos recursos de tecnologia da informação”, afirma o acórdão do Tribunal

Seis servidores

O acórdão do TCU aponta que quase 70% dos mais de 30 mil processos ativos de mineração não pagaram espontaneamente a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Mineirais (Cfem) entre 2017 e 2022. Além disso, de 134 processos fiscalizados pela ANM, apenas 40% pagaram o tributo devido, que é feito por autodeclaração das mineradoras.

O TCU estima que até R$ 12,4 bilhões deixaram de ser arrecadados entre 2014 e 2021. Além disso, outros R$ 4 bilhões de receita potencial deixaram de ser arrecadados por créditos prescritos entre 2017 e 2021. Isso porque a ANM não adotou as providências previstas para a cobrança desses valores. Outros R$ 20 bilhões correm o risco de também serem prescritos.

“A equipe atual do contencioso da Cfem, composta por seis servidores e um chefe, é insuficiente para analisar o passivo processual de aproximadamente 12 mil processos de cobrança de Cfem, o que pode implicar a decadência de aproximadamente R$ 20 bilhões de créditos já lançados”, diz o acórdão do TCU.

O Tribunal de Contas destaca que o quadro de pessoal da ANM sofreu grande redução nos últimos anos. Entre 2010 a 2023, o quadro de pessoal herdado pela ANM foi reduzido de 1.196 para 695 servidores, ou seja, queda de 41,9% da força de trabalho. Segundo a ANM informou ao TCU, seriam necessários mais 200 servidores para que a demanda de fiscalização fosse atendida.

“Segundo a ANM, o quadro atual de servidores corresponde ao seu menor efetivo desde a edição do atual Código de Mineração, em 1967, e ao maior déficit de pessoal de todo o serviço público federal”, diz o TCU, acrescentando que a estrutura organizacional de cargos da ANM deveria ser compatível com a das maiores agências reguladoras, mas é menor do que a da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e só supera a da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq)..

O especialista Maurício Ângelo, do Observatório da Mineração, destacou que a ANM virou uma agência recentemente, em 2017, herdando uma estrutura que veio do Ministério de Minas e Energia.

“Essa migração não aconteceu da melhor maneira possível. Você vinha de um departamento já sucateado, com seus problemas, com déficit de servidores, e virou uma agência reguladora que tem outras características, outras atribuições. Isso comprometeu bastante a atuação da ANM”, comentou.

Fiscalização  

A Controladoria-Geral da União (CGU) calculou uma queda de 92% no número de fiscalizações realizadas pela ANM. De 2.184 fiscalizações da Cfem em 2014, a ANM realizou apenas 173 fiscalizações em 2019.

“Não basta simplesmente aumentar a dotação orçamentária, pois a ANM já está no limite da sua capacidade de execução orçamentária, em razão da escassez de pessoal e da falta de estrutura”, afirmou o TCU.

O Tribunal calculou que a mineradora mais beneficiada pelo não pagamento dos créditos prescritos foi a Vale, que deixou de pagar R$ 2,86 bilhões. Somente em 2023, o lucro líquido da Vale foi de R$ 39,9 bilhões.

O ministro revisor do processo, Augusto Nunes, destacou que diversas estratégias são empregadas para burlar a fiscalização. “Falsificam-se notas fiscais, conhecimento de transporte, ou são apresentadas guias de utilização com dados diversos da lavra de onde provém o minério, ou ainda são misturados minérios extraídos ilegalmente no meio de cargas com grandes volumes de minérios legalmente extraídos”, explicou o ministro.

Nunes acredita que os prejuízos são ainda maiores que os estimados pelo TCU porque a fiscalização, além de ser em número irrisório, são feitas em sua maioria mediante visitas simples aos escritórios das mineradores, “e não por meio de inspeções aos campos de mineração propriamente ditos – as chamadas fiscalizações in loco –, nas quais inconsistências podem ser mais facilmente identificadas a partir da análise dos livros fiscais e das etapas do processo produtivo”, completou.

Procurada, a Agência Nacional de Mineração (ANM) disse que não iria comentar a decisão do TCU. O espaço está aberto para os ministérios de Minas e Energia e de Gestão e Inovação, caso queiram se posicionar.

Fonte: Agência Brasil
Imagem: Reprodução/Agência Brasil

PF investiga ex-servidora do Incra/Santarém

 

A reportagem de O Impacto apurou que uma ex-servidora do Incra/Santarém é um dos alvos da Polícia Federal (PF), no âmbito da Operação Trapaça deflagrada na quarta-feira (16/10). O objetivo é desarticular organização criminosa responsável por fraudes em processos de crédito rural, corrupção de servidores públicos, além de crimes ambientais na região oeste do Pará.

Depois da aposentadoria, a ex-servidora teria constituído uma empresa prestadora de serviço de regularização fundiária e ambiental, e teria participação no esquema investigado. Os policiais federais estiveram na residência da ex-servidora, mas não a encontraram, pois estava em viagem para Salinas(PA).

Além de mandados em Novo Progresso e Santarém, a polícia judiciária federal cumpriu diligências em Itaituba, na sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e na residência de um servidor.

O Impacto

Foto: Reprodução

https://oimpacto.com.br/2024/10/16/pf-investiga-ex-servidora-do-incra-santarem/ 

 

Produtores rurais acusam Ibama de abuso de autoridade em Novo Progresso no Pará

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Agentes do Ibama realizaram operações em Novo Progresso (PA) | Foto: Divulgação/Ibama

O órgão ambiental estaria apreendendo animais na região; o instituto informou que as ações ocorreram em áreas embargadas

Produtores rurais de Novo Progresso (PA) acusaram o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de abuso de autoridade em operações no município. Os trabalhadores se reuniram, neste domingo, 13, com o prefeito Gelson Dill (MDB) e com o deputado estadual Wescley Tomaz (Avante), para criticar as ações e firmarem um acordo contra o desmatamento.

De acordo com os produtores rurais, na última semana, o Ibama realizou apreensões de gado na região durante operações de fiscalização. O órgão informou que apreendeu os animais por estarem em áreas embargadas.

O advogado do Movimento Produtores Rurais Independentes da Amazônia, Vinícius Borga, disse que as ações do Ibama ocorrem de forma indiscriminada e sem a observância do devido processo legal, prevista no Decreto 6.514. O produtor Maxwel Miranda afirmou que não recebeu aviso antes da apreensão.

    “Nenhum de nós foi notificado previamente sobre essas operações, como manda a lei”, disse Miranda.

Durante o evento, os produtores rurais criticaram a atuação dos fiscais do Ibama em áreas que já possuem embargos contestados judicial ou administrativamente, sem que os processos tenham sido concluídos.

Além disso, diversas propriedades visitadas já haviam firmado termos de ajustamento de conduta (TAC) ou estavam em conformidade com os Programa de Regularização Ambiental. Segundo os produtores, esses acordos deveriam impedir a continuidade das apreensões.

“Essas apreensões são ilegais e arbitrárias”, afirmou Vinicius Borga.

Ibama apreende caminhão com doações

Na última semana, o Ibama chegou a apreender um caminhão que realizava arrecadações de gado para leilão. A ação dos produtores visava a leiloar os animais em um evento de caridade da Igreja Católica. A instituição religiosa decidiu cancelar o evento por medo de apreensões e retaliações.

O advogado Vinicius Borga criticou, durante o encontro, a abordagem dos fiscais. O jurista considera que o governo prioriza a fiscalização, mas não age para realizar uma regularização fundiária dos produtores.

Leia também:Ibama não devolve,mas doa gado apreendido para igreja de Novo Progresso | PA

“Por que o governo só manda o comando e controle?”, indagou. “Por que junto ao Ibama não vem o Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] para regularizar as propriedades? Está na hora dos governos reconhecerem que essa governança fracassou. O agronegócio da Amazônia precisa ser visto como parte da solução, e não como inimigo. Somente com o trabalho conjunto entre os governantes, órgãos de fiscalização e os produtores rurais será possível chegar ao fim do desmatamento.”

 Vinicius Borga discursou durante evento com produtores rurais do Pará | Foto: Arquivo pessoal/Vinícius Borba  

Vinicius Borga discursou durante evento com produtores rurais do Pará | Foto: Arquivo pessoal/Vinícius Borba

O prefeito Gelson Gil discursou durante o evento e disse que vai buscar diálogo com o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para resolver o conflito. Na ocasião, o chefe do Executivo municipal firmou um acordo com os produtores rurais contra o desmatamento. Gil cobrou equilíbrio entre a preservação ambiental e o respeito às atividades produtivas.

Borga informou que, junto aos produtores rurais, irá oficializar uma denúncia por arbitrariedades e abuso de autoridade nas operações do Ibama. Além disso, em caso de apreensões ou embargos considerados indevidos pelos trabalhadores, os fiscais serão denunciados por crimes de prevaricação e inserção de dados falsos em sistemas oficiais.

Fonte: Revista Oeste com Jornal Folha do Progresso  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/10/2024/06:59:11

 

 

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Em reunião convocada pelo Prefeito Gelson Dill(MDB), produtores rurais e pecuarista assumem compromisso com desmatamento zero em Novo Progresso;VÍDEO

 

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Em reunião realizada no Centro de Eventos na manhã deste domingo 13 de outubro de 2024, com presença de políticos estaduais,municipal , representantes de sindicato e produtores   o prefeito Gelson Dill (MDB), assumiu compromisso de ajudar nas demandas municipais nas questões ambientais, no entanto enfatizou que para isso será necessário a conscientização dos atos ilegais e legais até que alguma medida seja tomada e para que o governo federal tome conhecimento e confie nas ações dos produtores e pecuarista de Novo Progresso. “ É necessário que todos tomem o conhecimento da gravidade do problema e tenham consciência que o desmatamento zero seja tomado com meta para termos argumentos em reivindicar nossas propostas” disse Dill. Medidas assim já forma tomadas pelo Governo do Estado desde 2024.


 

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Inmet emite alerta de tempestades para toda a região Sul do Pará; em Novo Progresso e mais 14 municípios 

Foto: Reprodução | O mesmo fenômeno tem atingido outros estados do eixo centro-sul do Brasil e agora chega afetando todas as cidades da região sul do Pará e algumas das regiões sudeste e sudoeste, somando 29 municípios sob alerta.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo — o terceiro nível mais grave — de tempestades para 29 municípios das regiões sul, sudeste e sudoeste do Pará. Todas as 15 cidades da Região de Integração do Araguaia estão incluídas. É o começo da transição para o inverno, como o órgão já havia apontado. Chuvas fortes têm sido registradas em todo o eixo centro-sul do Brasil e deixaram um rastro de estragos em São Paulo

“Perigo Potencial. Situação meteorológica potencialmente perigosa. Cuidado na prática de atividades sujeitas a riscos de caráter meteorológico. Mantenha-se informado sobre as condições meteorológicas previstas e não corra risco desnecessário. Estão previstas chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h) e queda de granizo. Baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos”, diz o alerta do Inmet, divulgado nesta terça-feira (15).

Na escala do Inmet, uma chuva forte é aquela que tem de 20 a 50 milímetros por hora, como as estão previstas no alerta amarelo emitido, que tem validade até esta quarta-feira (16) e pode ser prorrogado. Acima de 50 milímetros por hora, a chuva pode ser chamada de “violenta”. Como há riscos de relâmpagos, é recomendável não usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada na hora da tempestade. Os ventos fortes também podem causar perigo no trânsito, sobretudo para motociclistas.

Confira a lista completa de cidades sob alerta de tempestade do Inmet:

  • Água Azul do Norte
  • Altamira
  • Bannach
  • Brejo Grande do Araguaia
  • Canaã dos Carajás
  • Conceição do Araguaia
  • Cumaru do Norte
  • Curionópolis
  • Eldorado do Carajás
  • Floresta do Araguaia
  • Itaituba
  • Jacareacanga
  • Novo Progresso
  • Ourilândia do Norte
  • Palestina do Pará
  • Parauapebas
  • Pau D’Arco
  • Piçarra
  • Redenção
  • Rio Maria
  • Santa Maria das Barreiras
  • Santana do Araguaia
  • São Félix do Xingu
  • São Geraldo do Araguaia
  • São João do Araguaia
  • Sapucaia
  • Senador José Porfírio
  • Tucumã
  • Xinguara

Fonte: Victor Furtado, da Redação do Fato Regional e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/10/2024/14:38:11

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Governo estadual entrega sede e veículos do Grupamento de Bombeiros, em Novo Progresso

 A vice-governadora Hana Ghassan entregou a sede do 33º Grupamento de Bombeiros Militares (GBM) no município. A partir desta segunda-feira (23), a população terá à disposição os diversos serviços oferecidos pelo Corpo de Bombeiros.

 

 

 

sexta-feira, 21 de junho de 2024

Instituto de Gestão Educacional e Meio Ambiente (GEM) e Secretaria de Meio Ambiente realizão evento ma semana do meio ambinte

Bairro Canaã recebe presença de autoridades em comemoração ao dia mundial do meio Ambiente

 Na semana nacional do Meio Ambiente o  Lions clube, Câmara Municipal, Secretaria de Agricultura, Secretaria de industria e comércio, Secretaria de Meio Ambiente, Secretaria de obras Realizaram plantio de Árvores em vários bairros da Cidade inclusive no bairro do Canaã onde cada família adotou uma árvore plantada em vários pátios públicos e ruas do bairro nesta quinta feira no dia  5 de junho considerado o dia mundial do meio Ambiente
[06/06. O Representante e fundador do instituto GEM Gestão Educacional e Meio Ambiente senhor Edcarlos  Ribeiro esteve presente junto com prefeitos e secretários de cada pasta comemorando o dia mundial do meio Ambiente.

 


 

quinta-feira, 14 de março de 2024

Van colide com carro e tomba em cima de outro veículo em Sinop

 Só Notícias/Ana Dhein (fotos: Fernando Itamir/Sinop Urgente)

14/03/2024 17:50

O acidente envolvendo a Fiat Strada, Uno e uma van foi, há pouco, no cruzamento da avenida dos Jequitibás com rua Colombinas, no Parque das Araras. Não houve feridos. A versão inicialmente apurada é que a picape seguia pela Jequitibás, já a van seguia na Colombinas quando houve a colisão.

Com o impacto, a van (usada para transporte de produtos) acabou rodando na pista, tombando e atingiu um Uno que estava parado no cruzamento, aguardando para acessar a avenida. A Strada e o Uno tiveram a lateral esquerda dianteira danificada, para-choques e faróis quebrados, capôs amassados. Já a van teve danos na lateral esquerda, além de janelas quebradas após tombar em cima do Uno.

No início desta tarde, conforme Só Notícias já informou, uma caminhonete e um carro se envolveram em violenta colisão no trevo entre a BR-163 e MT-423, onde três pessoas foram socorridas.



Adepará divulga índices vacinais da Febre Aftosa no Pará

 


O Pará possui um patrimônio pecuário de mais de 24 milhões de cabeças de bovídeos e é o maior rebanho bubalino do país

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) informa que a campanha vacinal de febre aftosa, referente à última etapa de 2021, chegou ao percentual de 98,90% de cobertura vacinal. Assim, a Agência registra a notificação de 10.556.307 animais bovinos e 71.328 bubalinos, totalizando 10.627.635 animais vacinados, pertencentes à faixa etária de 0 a 24 meses. No total, o estado do Pará possui um patrimônio pecuário de mais de 24 milhões de cabeças de bovídeos e o maior rebanho bubalino do país.

Esses dados são referentes à última etapa da campanha de 2021, a etapa de novembro, que foi prorrogada até o dia 31 de dezembro e teve a notificação da vacina, foi permitida até o dia 10 de janeiro de 2022. No total, o Pará executa cinco etapas de vacinação no decorrer do ano, todas em cumprimento às diretrizes do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa.

quinta-feira, 29 de abril de 2021

DEPUTADO HILTON AGUIAR PEDE A IMPLANTAÇÃO DE UM CENTRO DE NEFROLOGIA NO HOSPITAL REGIONAL DO TAPAJÓS


O Deputado Estadual Hilton Aguiar (DEM) solicitou do governo do estado e da secretaria de estado de Saúde - Sespa, a implantação de um centro de nefrologia no Hospital Regional do Tapajós, município de itaituba. Devido o cenário de pandemia que vivemos muitos pacientes suspendem as sessões de hemodiálise,  gerando uma grande dificuldade no acesso ao tratamento. De acordo com o Deputado, apenas o Hospital Municipal  e  Regional de Santarém, atendem  toda a região oeste paraense, contemplando as regiões do Tapajós, Sul e Sudeste. DEPUTADO HILTON AGUIAR PEDE A IMPLANTAÇÃO DE UM CENTRO DE NEFROLOGIA NO HOSPITAL REGIONAL DO TAPAJÓS

 

http://www.blogdojuniorribeiro.com/2021/04/deputado-hilton-aguiar-pede-implantacao.html

 

MPF FAZ ESTUDO E DIZ QUE FERROVIA SINOP-MIRITITUBA REDUZIRÁ ‘CUSTO BRASIL’


A Câmara de Consumidor e Ordem Econômica do Ministério Público Federal (MPF) elaborou nota técnica em que destaca a relevância socioeconômica e os benefícios concorrenciais da construção da ferrovia EF-170, a chamada Ferrogrão, que pretende ligar o estado do Mato Grosso ao Pará. Segundo o documento, o projeto representa um avanço no desenvolvimento e integração da infraestrutura de transporte do país, com impacto direto na redução do custo de escoamento da produção agrícola brasileira.

 

Além disso, o entendimento é de que a ferrovia contribui para ampliar a concorrência no setor, com possível diminuição nos preços do frete. O documento reforça a importância de uma matriz de transportes integrada e diversificada, especialmente num país de dimensão continental como o Brasil, em que longas distâncias separam os polos de produção agropecuária dos centros consumidores e dos canais de exportação. Ressalta ainda as vantagens da recuperação e expansão do modal ferroviário no país, “em razão das suas vantagens em relação ao custo do transporte de grande volume de cargas por maiores distâncias, além do menor consumo de combustível e à geração de menor nível de poluição, quando comparado ao modal rodoviário”.

 

A análise também destaca a relevância da Ferrogrão para o aumento da produtividade e competitividade dos produtos nacionais, em especial das commodities agrícolas, cujo principal centro produtor situa-se na região Centro- Oeste. O projeto “permitirá o escoamento [da produção] pelo modal ferroviário, mediante integração com o modal hidroviário, em direção ao centro exportador localizado na região Norte, mais próximo se comparado ao setor portuário da região Sudeste”, explica o documento.

 

Além do mais, a criação de novos corredores logísticos aumentará a concorrência tanto com o modal rodoviário, o mais utilizado no país, quanto com as malhas operadas pelas duas grandes empresas que atuam no setor ferroviário atualmente. Na avaliação do MPF, tal cenário tem impacto direto na redução do preço dos fretes, “gerando potenciais relevantes retornos socioeconômicos em termos de geração de emprego e renda”.

 

A nota técnica enfatiza, ainda, que o direcionamento do valor de outorga da concessão da Ferrogrão para investimentos no setor ferroviário é uma forma de assegurar recursos para a expansão e melhoria da matriz de transportes, “permitindo o financiamento dos investimentos com recursos advindos do próprio setor, em um contexto de limitação de recursos públicos”.

 

Segundo a assessoria, a nota técnica foi produzida pelo Grupo de Trabalho Transportes do MPF e tem como foco analisar o projeto do ponto de vista concorrencial e da ordem econômica. A análise foi enviada aos Ministérios da Infraestrutura e da Economia, à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e ao Tribunal de Contas da União (TCU), nesta quarta-feira.

 

Os processos para implantação da ferrovia estão paralisados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em ação movida pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). O relator é o ministro Alexandre de Moraes, que concedeu liminar, em março, a favor da suspensão do processo e de dispositivos da Lei nº 13.452/2017, oriunda da Medida Provisória (MP) nº 758/2016, sob o argumento de que a alteração de limites causaria danos ambientais e deve ser feita via projeto de lei e não por MP, de acordo com a tese defendida pelo partido. A decisão ainda será analisada pelo plenário do STF, com o voto dos demais ministros.

 

Recentemente, o procurador-geral da República, Augusto Aras, encaminhou ao Supremo uma manifestação pedindo a derrubada da decisão. Ao deferir a liminar,  o ministro entendeu que a exclusão de 862 hectares do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para passagem da ferrovia, não poderia ter sido definida por meio de Medida Provisória e demandaria a promulgação de “lei em sentido formal”.

 

No parecer encaminhado ao Supremo, Aras afirmou que não haverá “prejuízo ambiental relevante” com a redução de 0,054% na área do parque nacional. Para o procurador, a alteração territorial vai “permitir a construção de ferrovia destinada a escoar a produção agrícola e, com isso, facilitar o transporte e o abastecimento em diversas regiões do país, além da consequente redução na emissão de poluentes originados pela circulação de caminhões de transporte de cargas”. Por esse motivo, segundo ele, o projeto “não viola, mas, ao contrário, concretiza o princípio do desenvolvimento sustentável, uma vez que não se visualiza prejuízo ambiental relevante ocasionado pela pequena redução da área de proteção ambiental em relação ao desenvolvimento econômico proporcionado pela construção da ferrovia”.

 

Já o Instituto Sócio-Ambiental Floranativa contesta as alegações do procurador. A entidade afirmou que, ao contrário do alegado por Aras, a redução do parque não será pequena.  “A PGR repete diversas vezes o valor 0,054% como se isso desse a conotação de ser algo pequeno, de menor importância ambiental. Não é! O espaço de terra que está em discussão aqui é de 862 hectares, ou 8,62 km² – uma área gigantesca de Floresta Amazônica. São aproximadamente 1200 campos de futebol!”.

 

O instituto também rebateu o argumento de que haverá um retorno ao Parque Nacional das áreas não utilizadas pela Ferrogrão. “Ora, se uma MP não pode reduzir UC, ela certamente não pode deixar a decisão ao bel prazer do empreendedor. E, no frigir dos ovos, essa condicionante é inútil porque o traçado da Ferrogrão já é definitivo. Os estudos ambientais servem apenas para legitimá-lo, não para alterá-lo. Não haverá retorno à UC”, afirmou o ISAF.

 

Na manifestação, o ISAF ainda garantiu que não é contra a implantação da Ferrovia, mas, sim, contra a alteração do parque feita por meio de Medida Provisória. “Se a Ferrogrão será tão benéfica quanto se diz, certamente não há problemas em levar a questão ao palco público do processo legislativo ordinário, usando do meio adequado para alterar a UC. Após isso, que se promova o devido processo de licenciamento ambiental”.

 

Além de suspender a lei resultante da MP, Alexandre determinou a paralisação dos processos relacionados à Ferrogrão, em especial os em trâmite na Agência Nacional dos Transporte Terrestres (ANTT), no Ministério da Infraestrutura e no Tribunal de Contas da União (TCU). Ainda não há data definida para a liminar ser analisada pelo plenário do STF.

 

Redação Só Notícias (foto: arquivo/assessoria)

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