A importância dos avós na educação dos filhos
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Mas em tudo isso eu procuro colocar nos corações deles a chama da fé, o amor às virtudes, o respeito aos pais, aos mais velhos, o amor a Deus e a beleza da vida que Deus lhes deu.
Na Oração do Ângelus no Palácio São Joaquim, em 26.07.2013, na JMJ, o Papa Francisco disse:
“Olhando para o ambiente familiar, queria destacar uma coisa: hoje, na festa de São Joaquim e Sant’Ana, no Brasil como em outros países, se celebra a festa dos avós. Como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade! E como é importante o encontro e o diálogo entre as gerações, principalmente dentro da família”.
Penso que nessas palavras o Papa resumiu a importância dos avós na vida dos netos. Eles trazem consigo uma longa experiência adquirida na escola da vida, nos livros, nas lutas, nas lágrimas, na dor e nas alegrias. Eles já viram muitos morrer, já sofreram na própria carne as derrotas e os fracassos, e tiveram de se levantar novamente em cada tropeço. Por isso eles podem ensinar os filhos e netos a fugir do perigo. É muito melhor aprender com os erros dos outros do que com os próprios erros.
Diz o livro dos Provérbios que: “A beleza dos jovens está na sua força, e o enfeite dos velhos são os seus cabelos brancos” (Pr 20,29). O homem moderno “conquistou o universo, mas perdeu o domínio de si mesmo”, disse Michel Quoist; por isso “sente-se ameaçado por aquilo mesmo que construiu com sua inteligência e com suas mãos”, disse João Paulo II. Isso porque falta-lhe sabedoria. E essa os avós trazem na alma. Não basta a ciência e a técnica, é preciso cultivar os valores éticos e morais. Para o ignorante, a velhice é o inverno da vida, mas para o sábio, é a época da boa colheita.
“Não são os anos que nos envelhecem; mas sim, a ideia de ficarmos velhos. Há homens que são jovens aos oitenta anos, e outros que são velhos aos quarenta”, disse o Pe. Antônio Vieira (1608 – 1697). Um ancião que soube como o vinho, envelhecer sem virar vinagre, saberá agradar os netos e fazê-los crescer em sabedoria e santidade.
Neste mundo tão corrido onde os pais e mães se agitam com muitas atividades, muitos filhos ficam sem as suas presenças tão importantes. Então, cresce mais ainda a importância dos bons avós que podem suprir essa falta. É um verdadeiro apostolado da terceira idade. Os avós podem ser hoje os primeiros catequistas dos netos, quando os pais já não podem fazer isso; especialmente naqueles casos em que falta um dos pais na vida do neto. Sem dúvida não é uma missão fácil por causa do peso dos anos, mas é uma tarefa magnifica num mundo onde começam a desaparecer os verdadeiros valores morais e espirituais.
Prof. Felipe Aquino
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